<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3271141088634974982</id><updated>2011-07-31T01:31:57.568Z</updated><category term='Ribeirão'/><category term='futsal'/><category term='Vitor Dias'/><category term='Milan'/><category term='Káka'/><category term='Mónica Jorge'/><category term='Bruno Magalhães'/><category term='Voleibol de Praia'/><category term='Bruno Cardoso'/><category term='O Jogo'/><category term='Gueifães'/><category term='Portimonense'/><category term='Leonel Ribeiro'/><category term='videojogos'/><category term='Crotone'/><category term='FCPorto'/><category term='SCPortugal'/><category term='Hugo Oliveira'/><category term='defesa'/><category term='km'/><category term='António Tadeia'/><category term='Livro “Correr por Prazer – Já correu hoje? &quot; .'/><category term='Olegário Benquerença'/><category term='Zé Eduardo'/><category term='Voleibol'/><category term='Hugo Miguel'/><category term='Kitmaking'/><category term='Leixões'/><category term='correr'/><category term='Rally da Madeira'/><category term='Carlos Magalhães'/><category term='selecção portuguesa'/><category term='guarda-redes'/><category term='arbitragem portuguesa'/><category term='atletismo'/><category term='Maratonas'/><category term='FIFA'/><category term='Rui Quinta'/><category term='FPF'/><category term='crónica'/><category term='Rita Latas'/><category term='FM-Football Manager'/><category term='Peogeut Total'/><category term='CDCandal'/><category term='defesa esquerdo'/><category term='salto em comprimento'/><category term='futebol feminino'/><category term='Naide Gomes'/><category term='António da SIlva Gomes'/><category term='Vitor Bruno'/><category term='treinador de guarda redes'/><category term='Hapoel Jerusalém'/><category term='Famalicão'/><category term='Lázaro Oliveira'/><category term='SIndicadato Jogadores'/><category term='Rally'/><category term='FCPenafiel'/><category term='Pampilhosa'/><category term='fóruns'/><category term='camisola'/><category term='Selecção Nacional'/><category term='cronista'/><category term='árbitros'/><category term='Digão'/><title type='text'>Conversas num mundo entre quatro linhas</title><subtitle type='html'>Ainda a estudar jornalismo, já dou algumas cartas no mundo do desporto. 
Entrevistas e conversas com intervenientes nesse meio são o principal tema que ocupa este meu espaço.
No discurso dos meus entrevistados há transparência e espontaneidade, emoções e experiências que fazem parte do rumo da nossa conversa. 
Conversas passadas, outras presentes. Todas elas são um hino às histórias dos convidados.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ana Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04891540618311504233</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/StYO7zEnzoI/AAAAAAAAACE/L3II3irERXM/S220/HPIM3945.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3271141088634974982.post-6871048923455167427</id><published>2010-10-28T10:19:00.007Z</published><updated>2010-10-28T10:24:42.707Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rally da Madeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peogeut Total'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Magalhães'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rally'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bruno Magalhães'/><title type='text'>Conversa com... Bruno Magalhães</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães é campeão Nacional de Rally. Actualmente, defende as cores da Peugeot Total e faz dupla com Carlos Magalhães. Este ano, no mês de Julho venceu o Rally Açores. Foi uma estreia a ganhar no Internacional Rally Challenge e para ele “foi a vitória mais importante da minha carreira. Realmente uma prova para mais tarde recordar, pelo resultado, pela emoção e pelo ritmo imposto”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;1. Como foi a sua entrada para o automobilismo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: O meu pai ja fazia ralis e eu sempre tive essa paixão. Quando tirei a carta o meu sonho era correr e como havia nessa altura uma estrutura para o meu pai, acabei por ter a oportunidade de entrar neste mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;2. Conte-nos um pouco da sua trajetória nos rallys.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: Comecei a correr de uma forma amadora mas logo com carros potentes, pois acabei por ficar com os carros do meu pai, e fiz ralis assim desde 1999 até 2002. Nessa altura liguei-me à Peugeot e em 2004 venci o troféu que tinha como prémio correr pela equipa oficial no ano seguinte. A partir daí corro nesta equipa pela qual venci 3 titulos de Campeão Nacional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;3. Qual a prova que lhe fica mais na memoria? E qual aquela que mais quer esquecer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: Na memória a vitória deste ano nos Açores, pois foi a minha primeira vitória no IRC. Para esquecer o Rally da Madeira pela desilusão que me causou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;4. Faz dupla com Carlos Magalhães e defende as cores da Peugeot total. Como se deu a sua integração na marca de automóveis?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: Em 2002 recebi um convite para desenvolver o futuro carro do troféu e aceitei esse desafio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;5. A dupla que faz com Carlos Magalhães. Como a caracteriza e define?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: O Carlos é um excelente navegador, com muitos anos de competição e um grande amigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;6. Qualquer prova de rally acaba por ser proveitosa? Porque razão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: Porque seja qual for o resultado aprendemos sempre alguma coisa de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;7. E quando a felicidade não está do nosso lado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: A mesma razão, por vezes nessas alturas aprendemos mais do que quando as coisas correm bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;8. Que sentimento persiste em si quando denota problemas mecânicos no automóvel? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: É sempre um pouco frustrante, mas com alguns anos de corridas já sei que por vezes mesmo com o máximo cuidado os problemas acontecem. Às vezes o material novo também avaria e quando assim é não há nada a fazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;9. No passado mês de Julho, venceu o Rally Açores. Foi uma estreia a ganhar no Internacional Rally Challenge. Como viveu o momento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: Com muita satisfação. Foi a vitória mais importante da carreira. É um rally de cortar a respiração, apenas decidido no último troço. Realmente uma prova para mais tarde recordar, pelo resultado, pela emoção e pelo ritmo imposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;10. Venceu a prova açoriana com 1.00,1 minutos de vantagem sobre o britânico Kris Meek (segundo classificado) e 1.20 minutos à frente do finlandês Juho Hanninen que terminou na terceira posição. Um minuto e até segundos são muitas vezes decisivo nas suas provas. Como lida com os tempos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: Sim, mas o rally só se decidiu no último troço. Lido com naturalidade, mas com mais satisfação quando o tempo é a meu favor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;11. Luta a todos os instantes por melhores tempos? É algo que atormenta o seu pensamento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: Claro que não, as corridas são isso mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;12. Presumo que quando alcança bons resultados chovem-lhe telefones e mensagens de felicitação. E quando o contrário se sucede?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: É verdade que se recebem mais quando se ganha, mas os verdadeiros amigos ligam sempre, corra bem ou mal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;13. O rally Vinho da Madeira é o seu preferido. Pode-nos explicar porque?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: Foi o primeiro rally que fiz do nacional e fiquei logo apaixonado. Desisti no último troço com um problema mecânico e foi muito inglório, porém um rally que não esquecerei. Adoro o ambiente à volta do rally e a força que as pessoas me dão, bem como as especiais que são lindissimas. Sem duvida o meu preferido, embora não tenha muita sorte neste rally.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;14. “Esta é uma prova que conheço bem, e sei que é extremamente técnica e que exige dos pilotos o seu máximo desde o primeiro metro de estrada. Não há lugar para distracções e a melhor estratégia é o ataque desde o primeiro momento”. Antes desta prova, em Agosto, foi assim que definiu esse rally. No entanto, não o consegui ganhar. O que faltou? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: Faltou tudo menos ambição. O rally começou mal com um furo, pois toquei em qualquer coisa com a parte lateral do pneu, e logo aí perdi as chances de vencer. Estava confiante depois da vitória nos Açores, sentia que podia ganhar e o carro estava bom, mas infelizmente ainda não foi possível desta vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;15. Por infortúnio teve de abandonar a prova devido a um depois de um violento despiste na terceira classificativa. O que aconteceu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;No final da segunda especial do dia acabamos por ter um acidente muito violento. É um troço que exige muito dos travões, em virtude de ser a descer durante muitos kms, e a verdade é que este órgão mecânico não aguentou o esforço, tendo ficado sem travagem de uma forma repentina. Com o excesso de temperatura o óleo acabou por sair das pinças de travão e, nessa altura, fiquei completamente sem hipótese de evitar a saída de estrada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;16. Os acidentes nas suas provas… Faz deles um drama? Como os encara?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: Não faço um drama e felizmente têm sido muito poucos, já que a última vez que tinha desistido por acidente havia sido em 2003. Temos de encarar isso com naturalidade, o desporto automóvel é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;17. Já há muito tempo que a vitória o escapa na Madeira. Para quando essa conquista?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: Como disse não tenho sido nada feliz neste Rally, mas acredito que um dia vou vencer esta prova, pois sabemos que é uma prova onde andamos sempre muito depressa, por isso espero que seja para o próximo ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;18. De que maneira o rally português pode atrair a atenção dos portugueses e dos media?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: Eu penso que atraí os espectadores, basta que haja um bom espectáculo. As provas mais importantes têm sempre muitos adeptos, o que naturalmente chama os Media. Claro que penso que a atenção de que somos alvo não é suficiente pois o nosso país vive demasiado para o futebol.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;19. O rally é um mundo competitivo tal como os desportos em geral. Como se lida com essa competição? É uma competição saudável?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: Nos rallys é mais saudável do que em outras disciplinas automobilísticas pois não existe confronto directo em pista. Cada um vai no seu minuto e faz o seu melhor, não existem situações de acidentes entre pilotos pelo que a convivência é mais saudável. Eu lido muito bem com isso, embora hajam pilotos que a partir do momento que competem directamente com outros não conseguem conviver da mesma maneira que anteriormente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;20. Enquanto piloto, como se mantêm motivado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: É muito fácil, basta fazer o que mais se gosta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;21. Objectivos para o futuro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Bruno Magalhães: Continuar no IRC em 2011 para aproveitar a aprendizagem deste ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TMlORmTuICI/AAAAAAAAAII/CxoxwvDRr90/s1600/1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TMlORmTuICI/AAAAAAAAAII/CxoxwvDRr90/s400/1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533039681449369634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;28.10.2010&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3271141088634974982-6871048923455167427?l=anamarioentrevistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/feeds/6871048923455167427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/10/conversa-com-bruno-magalhaes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/6871048923455167427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/6871048923455167427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/10/conversa-com-bruno-magalhaes.html' title='Conversa com... Bruno Magalhães'/><author><name>Ana Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04891540618311504233</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/StYO7zEnzoI/AAAAAAAAACE/L3II3irERXM/S220/HPIM3945.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TMlORmTuICI/AAAAAAAAAII/CxoxwvDRr90/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3271141088634974982.post-757338365962710682</id><published>2010-10-19T11:54:00.003Z</published><updated>2010-10-19T12:03:05.184Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Selecção Nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futsal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rita Latas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mónica Jorge'/><title type='text'>Conversa com... Rita Latas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:180%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Muitos dizem que é uma parvoíce as pessoas correrem atrás de uma bola. Para mim, é uma paixão.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas, começou a jogar futebol aos 11 anos e diz só tencionar “parar quando as pernas não o permitirem mais”. É universal na sua equipa de futsal e joga a médio no futebol de 11. Este desporto é mesmo um “amor incondicional na minha vida e representar o meu país é o meu grande objectivo. O céu é o limite”, concluí.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1.	Nasceu em Sintra em 1993, desde os 11 anos que joga futebol. Como se deu o primeiro contacto entre si e o futebol?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas: Desde sempre que quis jogar futebol mas as oportunidades no Distrito onde vivo eram poucas. Comecei por jogar na Escola Primária com os amigos e depois, através do pai de um amigo meu (ao qual devo muito até hoje), aos 11 anos ingressei nas escolinhas do Clube Lusitano Ginásio Clube onde permaneci até aos 13 anos, tendo jogado dois anos em campeonato masculino.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2.	Como referiu anteriormente começo a jogar integrada numa equipa masculina. Com apenas 13 anos viu-se obrigada a desistir. Foi nessa altura que começou no futsal no Juventude. É ainda o clube que representa?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas: Foi uma situação um pouco complicada para mim visto que sempre preferi futebol a futsal. Há muitas raparigas no nosso país que estão ou já estiveram na mesma situação que eu, pois quando estão integradas numa equipa masculina, aos 13 anos são obrigadas a deixar de jogar com rapazes por imposição das leis da UEFA. Sendo assim, e como não existe futebol feminino em Évora, foi nessa altura que deixei o futebol e me iniciei no futsal do Juventude Sport Clube onde continuo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3.	O que significa para si vestir essa camisola?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas: O Juventude é um clube ao qual devo muito porque foi onde cresci como atleta e ser humano. Já ganhei alguns títulos com esta camisola e, mais importante, tenho um ambiente bom na equipa, tanto a nível das jogadoras como a nível do treinador Luís Papança que nos tem ajudado a crescer todos os anos cada vez mais. Foi também como jogadora do Juventude que fui primeiro observada pelo seleccionador do distrito de Évora e integrei os trabalhos da selecção distrital de futsal sub-19 e a selecção distrital de fut7 sub-17 e posteriormente pude ser observada por outras entidades nos torneios inter-associações. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4.	Sente-se realizada no futsal?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas: Sinto-me realizada no Juventude pois somos bi campeãs distritais, bi vencedoras da taça de Évora e já participamos duas vezes na Taça Nacional. No entanto, os apoios ao futsal feminino são ainda poucos. Mas a verdade é que a AFE (Associação de Futebol de Évora) tem feito um grande trabalho e um enorme esforço ao dinamizar e fazer crescer o futsal feminino no Distrito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5.	Há quem a caracteriza como um “caso sério de técnica e também de popularidade”. Como encara este elogio?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas:O meu objectivo é melhorar o meu desempenho para contribuir cada vez mais para a equipa. É sempre bom ler ou ouvir esse tipo de elogios mas temos de assentar os pés na terra e saber ouvir tanto os elogios como as críticas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6.	Entre os dia 26 a 30 de Julho foi seleccionada por Mónica Jorge para um estágio de observação da selecção de Futebol 11 Sub/19 em Rio Maior. Como foi sentida por si essa chamada?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas: Quando soube da chamada à selecção fiquei eufórica. Foi uma sensação única e vivida com muita felicidade, pois foi a consequência de que o nosso trabalho e o nosso empenho ao longo dos anos são reconhecidos, mais cedo ou mais tarde. Já o ansiava há muito tempo portanto foi um dos dias mais felizes que tive até hoje.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7.	Pode-se mesmo dizer: “Rita Latas foi a jogadora do ano de Futsal e foi à selecção”?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas: No final da época (2009/2010), na Gala de Futebol da AFE, pela primeira vez foi criado um prémio para a melhor jogadora de futsal feminino do distrito. Eu era uma das jogadoras nomeadas e ganhei… fiquei bastante feliz e teve muito significado, provando mais uma vez que há pessoas que reconhecem o nosso trabalho, empenho e dedicação. Logo a seguir fui chamada à selecção por isso foi uma época de grandes conquistas para mim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8.	Essa é uma experiência para nunca esquecer?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas: Sem dúvida. Foram três semanas recheadas de momentos muito bons que partilhei com pessoas espectaculares que tive oportunidade de conhecer. Esta experiência permitiu-me aprender muito mais sobre a dificuldade do futebol ser jogado de maneira fluída, até porque como venho do futsal ainda não possuía a dinâmica que me permitisse jogar de forma plena. Ao longo dos treinos fui-me habituando e as coisas começaram a sair de forma mais natural. Foi uma experiência única que espero poder repetir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9.	Como é o ambiente vivido no seio da selecção feminina?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas: É um bom ambiente. Temos de saber distinguir os momentos em que temos de trabalhar a sério dos momentos em que nos podemos divertir. E penso que nestes três estágios onde estive soubemos fazer essa distinção e criar um bom ambiente onde não houve complicações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10.	Sente que entre mulheres, a competição chega a ser maior que no mundo masculino?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas: Numa selecção, tanto de homens como de mulheres, é óbvio que todo o trabalho é encarado de forma mais séria pois estamos com a vontade e responsabilidade de poder representar o nosso país em altas competições. Sinceramente, não me parece que haja uma grande diferença entre a competição vivida no seio masculino e a competição vivida no seio feminino. Naturalmente, todas estávamos nos estágios a lutar por um lugar na selecção mas, apesar de sabermos isso, o grupo manteve sempre uma postura positiva e unida. Falando por mim, fui vivendo cada dia do estágio de forma tranquila, tentando mostrar o meu futebol e crescer a cada treino. Infelizmente, não consegui ficar na selecção que vai participar no apuramento para o campeonato da Europa mas acredito que se algo nos tiver realmente destinado, vai acontecer, seja daqui a um mês ou daqui a um ano. Quero colocar em prática tudo o que tive oportunidade de aprender para crescer mais e espero que no futuro esteja melhor preparada para enfrentar o desafio da selecção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;11.	E como caracteriza a Seleccionadora, Mónica Jorge?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas: Gostei muito de trabalhar com a professora Mónica pois é uma pessoa exigente, com objectivos bem definidos e persistente, lutando todos os dias para dignificar o futebol feminino e para que esta modalidade possa ocupar o lugar merecido no desporto em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;12.	Vê essa como uma oportunidade que em tempos pensou que não a conseguiria?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas: Todos nós temos dias em que só nos apetece desistir, e eu não sou excepção. Já tive dias em que duvidei de todas as minhas capacidades e em que pensei que nunca conseguiria chegar à selecção. No entanto, tentei sempre focar-me no meu objectivo e continuei a acreditar que, um dia, eu estaria com as quinas ao peito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;13.	Sempre temeu que as oportunidades podiam ser mais escassas, visto este ser um mundo composto mais por rapazes?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas: Claro que sim. Tive sempre bem presente que a escalada não ia ser fácil, até porque na altura em que comecei a jogar futebol, as raparigas não eram bem vistas no futebol pelos rapazes. Mas fui conseguindo afirmar-me na equipa masculina e as oportunidades foram surgindo, mantendo ainda hoje boas amizades com os rapazes que foram da minha equipa e que me continuam a apoiar. Devo dizer que é muito importante sentir este apoio. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;14.	Para si como é ainda vista a mulher dentro das quatro linhas?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas: A mulher continua a ser olhada no mundo do futebol com algum desagrado e como alguém que não sabe jogar futebol, sofrendo assim de alguma discriminação (se bem que a mentalidade das pessoas está a mudar). Felizmente, temos alguns exemplos femininos a nível mundial que conseguem contrariar essa ideia mostrando o seu valor enquanto atletas de futebol. Outro ponto que também é importante referir está relacionado com a imagem das jogadoras. Ao contrário do que toda a gente pensa e diz, o futebol feminino não é jogado por “Maria-rapazes”, mas sim por raparigas que gostam de futebol, e muitas delas bastante femininas. A pouco e pouco, penso que as pessoas vão começar a aperceber-se disso e as mentalidades vão mudar gradualmente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;15.	Ainda há mentalidades retrógradas que a assustam?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas: As mentalidades retrógradas vão existir sempre, seja em maioria ou em minoria. Mas como já disse, está a ser feito um trabalho para que essas mentalidades evoluam de modo a que as jogadoras não se sintam tão discriminadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;16.	E o mediatismo à sua volta… Com certeza a selecção trouxe-o… Como lida com ele?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas: A ida à selecção não me trouxe um grande mediatismo até porque não foi um assunto do qual eu tivesse falado muito. Recebi mensagens de apoio de amigos, familiares e de pessoas que me têm acompanhado na minha evolução no futebol tais como os técnicos da AFE e da equipa que represento. As outras situações nas quais me abordaram sobre o assunto estiveram relacionadas com pessoas que viram a notícia e a minha foto no jornal distrital ou no blogue do clube, e me perguntaram se eu ia mesmo à selecção. Após os estágios, perguntavam-me como tinha corrido. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;17.	Representar a equipa das quinas foi algo que sempre sonhou?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas: Representar a selecção nacional é um sonho que todas as raparigas e rapazes que jogam futebol federado em Portugal pretendem atingir e naturalmente é um objectivo que quis ver concretizado desde sempre e para o qual vou continuar a trabalhar. Não posso dizer que já o tenha atingido por completo, pois ainda não vesti a camisola de Portugal num jogo oficial. Vou continuar a desenvolver o meu trabalho com empenho para que esse dia possa chegar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;18.	E a sua família como vê tudo isto que se passa à sua volta? Sempre a apoiou?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas: Tenho muita sorte com a família que tenho porque sempre me apoiou, tanto na vida como no futebol. Quando vivo alegrias, eles vivem comigo. Quando sofro, também sofrem comigo. Os meus pais e o meu irmão acreditam tanto ou mais do que eu que conseguirei ir longe no meu sonho mas ajudam-me também a compreender que não posso viver num mundo de ilusões ao achar que posso fazer do futebol uma verdadeira profissão. Para isso, tento conjugar os estudos com o futebol e quem sabe, um dia, as coisas mudem e possa fazer do futebol a minha profissão durante alguns anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;19.	O que significa para si fazer rolar uma bola?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rita Latas: Muitos dizem que é uma parvoíce as pessoas correrem atrás de uma bola. Para mim, é uma paixão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TL2H_mqq3WI/AAAAAAAAAIA/317MiorDnfE/s1600/HPIM3381.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 358px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TL2H_mqq3WI/AAAAAAAAAIA/317MiorDnfE/s400/HPIM3381.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529725444261862754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Data: 19.10.2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CUsers%5CANAMRI%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CUsers%5CANAMRI%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CUsers%5CANAMRI%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 415 0;} @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-520092929 1073786111 9 0 415 0;} @font-face 	{font-family:Constantia; 	panose-1:2 3 6 2 5 3 6 3 3 3; 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Rita Latas'/><author><name>Ana Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04891540618311504233</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/StYO7zEnzoI/AAAAAAAAACE/L3II3irERXM/S220/HPIM3945.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TL2H_mqq3WI/AAAAAAAAAIA/317MiorDnfE/s72-c/HPIM3381.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3271141088634974982.post-9147272713015210642</id><published>2010-09-07T18:44:00.001Z</published><updated>2010-09-07T18:50:58.843Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='atletismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='salto em comprimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Naide Gomes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SCPortugal'/><title type='text'>Conversa com... Naide Gomes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;“É quase obrigatório ganhar uma medalha, mas nem sempre é possível…”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes, nasceu em São Tomé mas com apenas dez anos chegou a Portugal. Não trouxe consigo na bagagem o atletismo, no entanto esta modalidade desde cedo fez parte do seu dia-a-dia. Actualmente raramente fica fora do pódio. Reconhece o seu valor e os factos falam por si. Está entre as melhores atletas do mundo no salto em comprimento. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;1. É natural de São Tomé. Como chegou a Portugal?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: Cheguei a Portugal com apenas 10 anos, vim ter com a minha mãe que já se encontrava a viver em Portugal. Viemos (eu e a minha mana) em busca de melhores condições de vida e de estudo. Desde 1999 que trabalho com o Prof. Abreu Matos e a sua visão motivou-me a pedir a naturalização, uma vez que teria mais oportunidades para entrar em competições de alto nível. O processo foi longo e só aos 22 anos me naturalizei portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;2. O atletismo foi um desporto que já trouxe consigo na bagagem? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: Não, quando cheguei a Portugal não conhecia nada de atletismo, mas cedo o atletismo tornou-se o centro da minha vida. Iniciei o atletismo no Desporto escolar quando tinha 13 anos, por incentivo do meu professor Mota Capitão, é a ele que agradeço por ter-me aberto o coração para o atletismo.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;3. Como se deu o gosto pela modalidade?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: Descobri um talento inato para o atletismo aos 13 anos. Vencia todas as provas escolares e o meu professor incentivou-me a apostar nesta modalidade. Eu competia apenas por gosto e não imaginava tornar-me atleta profissional. Até que decidi dedicar-me mais a sério ao atletismo e comecei a colher os frutos do meu empenho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;4. E porque o salto em comprimento?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: Comecei nas Provas Combinadas (pentatlo e heptatlo) e alcancei uma medalha de prata europeia e uma medalha de ouro mundial. Embora a minha versatilidade fosse um ponto forte, as lesões que advinham de praticar diferentes disciplinas falaram mais alto. Com a ajuda do meu treinador, percebi que tinha de especializar-me para continuar a competir e o considerámos que o salto em comprimento era a melhor aposta.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;5. Passou por vários clubes, até que chegou ao emblema leonino. O que esteve na base dessa integração?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: Antes de integrar a equipa do SCP estive no JOMA durante algum tempo. A minha vontade de crescer profissionalmente e o meu talento acabaram por desencadear um convite para representar o Sporting, o qual tive muito orgulho em aceitar.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;6. O que significa para si pertencer ao clube de Alvalade?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: Tenho uma relação muito boa com o SCP e especialmente com o meu treinador. É para mim uma honra continuar no clube que me desafiou e acolheu desde 1999.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;7. Quem são os responsáveis pelo seu sucesso?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: Para além da minha dedicação, empenho e força, julgo que o meu sucesso não seria possível sem o Prof. Abreu Matos, o meu treinador, a minha família, os meus amigos que tanto me incentivam e o Sporting Clube de Portugal que sempre me apoiou financeiramente para que pudesse dedicar-me exclusivamente ao atletismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;8. Qual é o seu primeiro pensamento quando entra num estádio?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: Sempre que ponho o pé numa pista deixo para trás qualquer insegurança ou nervosismo. Estou ali para dar o meu melhor e vencer. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;9. Rapidamente conheceu as luzes da ribalta. Como lida com o mediatismo à sua volta? Autógrafos, fotografias…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: Sinto-me muito acarinhada pelos portugueses. Oiço muitas vezes palavras de incentivo e de agradecimento, o que me deixa ainda mais motivada para superar com distinção todos os desafios que me apresentarem.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;10. Já participou em muitas e variadas provas mas vamos falar numa em especial. Como caracteriza a final dos jogos olímpicos em Pequim? Um drama? Porquê?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: Depois de tanto esforço, empenho e sofrimento para chegar até lá, o que aconteceu marcou-me muito. Foi difícil aceitar que estava afastada dos Jogos Olímpicos. No entanto, fiquei também mais forte e motivada psicologicamente porque sei que sou uma grande atleta e, como tal, nunca baixo os braços.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;11. Alguma vez penso em desistir da competição?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: Não. Mesmo quando tenho muitas dores isso nunca me passa pela cabeça. Porque a paixão por aquilo que faço é tão grande que a palavra desistir nunca fez e fará parte do meu vocabulário. Sei que nos próximos anos irei afastar-me das pistas, é o curso natural das coisas, mas não queria deixá-las sem ter uma sucessora.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;12. Mais recentemente no passado dia 2 de Agosto chegou a Portugal vinda da participação nos europeus de Barcelona. Foi a melhor dos 4 portugueses, trazendo para casa a única medalha de prata. Aspirava a medalha de ouro que perdeu para a letã Radevica?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: Naturalmente que quando fui aos Europeus de Barcelona, o intuito era regressar a Portugal com o ouro. Mas nem sempre é possível. Dei o meu melhor, por isso estou satisfeita.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;13. Como é perder num desempate? É um sabor ainda mais amargo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: Quando estamos na alta competição temos de estar preparadas para estes dissabores. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;14. Lamenta a má sorte em relação ao ouro que ficou por ganhar na competição?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: É claro que o factor sorte também entra para a equação e quando ela está do nosso lado conseguimos ir um pouco mais longe. Mas o que mais me interessa é continuar a luta para me superar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;15. Há poucos dias atrás esteve em Estocolmo para tentar ganhar o diamantezinho. Tal não aconteceu…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: A participação em Estocolmo não correu como gostaria, não consegui encontrar-me durante toda a competição, talvez por estar um pouco cansada e o joelho não se encontrar nas melhores condições.  No entanto, já fiz mais 2 competições, que também não correram como gostaria, e não consegui conquistar o tão precioso diamante. Fiquei em 3º lugar na Diamond League… mas estou feliz com a época que fiz e que ainda não terminou… &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;16. Em qualquer competição, como é ver-se fora do pódio?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: Não é habitual ficar fora do pódio. Reconheço o meu valor e sei que estou entre as melhores atletas do mundo no salto em comprimento. É quase obrigatório ganhar uma medalha, mas, lá está, nem sempre é possível…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;17. Qual a sensação de se ganhar uma medalha?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: Uma medalha é a recompensa por todo o trabalho árduo de preparação, de luta para contornar as lesões e as dores. Subir ao pódio é altamente gratificante; é um orgulho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;18. Há alturas em que sente duplo sentimento, ou seja existe alturas em que se sente feliz por receber medalhas e por outro lado por essa medalha não ser a de ouro?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: Quando salto, o objectivo é vencer. Quando isso não acontece, temos de transformar o dissabor em força e motivação para continuar a treinar para uma superação constante. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;19. Já contabiliza dez medalhas em poderosíssimas competições internacionais. Como se sente perante tal facto?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: Sinto que valeu a pena todo o esforço e dedicação, tanto meu como o do meu treinador. Que é uma honra ter talento para estar entre as melhores do mundo e que consigo levar o nome de Portugal mais longe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;20. A medalha dos jogos olímpicos e de Mundias ao ar livre, são essas as que mais aguarda?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Naide Gomes: Sim, faltam essas duas. Vou continuar a trabalhar e a lutar por elas com todas as forças que tenho e concretizar o nosso sonho (meu e do meu treinador). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TIaIs6_TK7I/AAAAAAAAAH4/9hGEbs73N6c/s1600/IMG_2235.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TIaIs6_TK7I/AAAAAAAAAH4/9hGEbs73N6c/s400/IMG_2235.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514245099092126642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3271141088634974982-9147272713015210642?l=anamarioentrevistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/feeds/9147272713015210642/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/09/conversa-com-naide-gomes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/9147272713015210642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/9147272713015210642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/09/conversa-com-naide-gomes.html' title='Conversa com... Naide Gomes'/><author><name>Ana Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04891540618311504233</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/StYO7zEnzoI/AAAAAAAAACE/L3II3irERXM/S220/HPIM3945.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TIaIs6_TK7I/AAAAAAAAAH4/9hGEbs73N6c/s72-c/IMG_2235.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3271141088634974982.post-453677711427179699</id><published>2010-09-03T14:32:00.005Z</published><updated>2010-09-03T14:48:18.646Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crónica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Jogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='António Tadeia'/><title type='text'>Conversa com... António Tadeia</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CUsers%5CANAMRI%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CUsers%5CANAMRI%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CUsers%5CANAMRI%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt; 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Numa entrevista directa, sem qualquer tipo de rodeios caracterizou a sua actividade e fez um diagnostico ao futebol português da actualidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;1.É jornalista, comentador de      futebol e cronista no jornal O Jogo assim como no Diário de Notícias. O      que o fez enveredar pela área da Comunicação Social?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;António Tadeia: Sou jornalista em primeiro lugar, director-adjunto de “O Jogo” e comentador da RTP depois. Vim para a comunicação social porque desde cedo quis comunicar com os outros, partilhar conhecimentos e, porque não, influenciar com a minha opinião o que pensam os outros. Há algo de evangelização na tarefa.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;2.Há alguma paixão pelo futebol que o fez trabalhar      para um mundo entre quatro linhas?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;António Tadeia: Absolutamente. Vivo a ver, a ler e a escrever sobre futebol desde que me lembro.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;3.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;António Tadeia para além de cronista é também director-adjunto no jornal O Jogo. Exerce mais alguma actividade no jornal e fora do mesmo?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;António Tadeia: É ao contrário. A minha actividade principal é a direcção da redacção de Lisboa de O Jogo. A crónica e a opinião são inerentes ao cargo. Fora do jornal, em termos profissionais, faço comentários de futebol na RTP.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;4.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;O que o fez tornar um cronista assíduo no jornal O Jogo?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;António Tadeia: Em 2006 tomei a decisão de deixar a chefia de redacção do “Correio da Manhã”, onde estava na sequência do meu trabalho no Record e na Record Dez, para me tornar “free-lancer”. Queria escrever mais e mandar menos. Foi bom e durou até 2009, quando de O Jogo, onde estava como colunista, me convenceram a aceitar um lugar na direcção. &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;5.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;O que pretende com o seu lado critico?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;António Tadeia: Todos os opinadores querem mudar a percepção do Mundo que os outros têm. Quem tem uma opinião acha que sabe o melhor caminho e tenta convencer os outros disso. E nunca fui um opinador dos que acham que está tudo bem, que se colam ao sucesso para ficarem confortáveis com toda a gente.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;6.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Qual a mensagem que pretende transmitir aos seus leitores?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;António Tadeia: Não há UMA mensagem. Há a tentativa de ser sério, rigoroso e justo, porque disso não abdico nunca.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;7.“Poeta do quotidiano, como alguém chamou ao cronista dos nossos dias, apresenta um discurso que se move entre a reportagem e a literatura, entre o oral e o literário, entre a narração impessoal dos acontecimentos e a força da imaginação. Diálogo e monólogo; diálogo com o leitor, monólogo com o sujeito da enunciação. A subjectividade percorre todo o discurso”. Sente-se um artista?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;António Tadeia: Não. Caramba!&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;8.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;A crónica é uma forma de arte?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;António Tadeia: A crónica pode ser literatura e, portanto, arte. Mas eu faço menos crónica e mais opinião e análise.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;9.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Na sua opinião qual a importância da crónica na sociedade portuguesa?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;António Tadeia: Temos excelentes cronistas em todas as áreas da sociedade, mas que infelizmente não são tão lidos como deviam.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;10.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;É algo que enriqueci o jornal, ou a revista? Porque razão?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;António Tadeia: A crónica enriquece porque nos apresenta as coisas de um ponto de vista diferente, muitas vezes pessoal, mas com ligação ao geral. E quando alguém partilha connosco as suas experiências está a tornar-nos mais ricos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;11.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;No blog “Voando à deriva” de João Martinho ele refere num artigo denominado “antónio tadeia, paul-céptico” que o António é “ conhecido pelo seu prolífico trabalho na área do comportamento animal e, menos um bocado, pelo trabalho como comentador de futebol”. Tem alguma explicação para tal afirmação?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;António Tadeia: Não. E creio que o autor da frase também não a terá.&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;12.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Há quem o caracterize também como o “comentador sem vergonha”. É um comentário que o enaltece ou entristece? Porquê?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;António Tadeia: Entristece-me. E só não me envergonha (sim, tenho vergonha) porque não sei quem me caracteriza assim.&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;13.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Em muitas análises que são feitas os comentadores perderam, tal como os árbitros, a vergonha?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;António Tadeia: Sou incapaz de reconhecer a unicidade da classe dos comentadores. Há os mais envergonhados e os menos envergonhados.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;14.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;O mundo do comentário já lhe trouxe inimigos?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;António Tadeia: Aparentemente, a julgar pelo que me pergunta, parece que sim.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;15.&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Como se lida com olhares invejosos à nossa volta?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;António Tadeia: Nunca dei por eles.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;16.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Há competitividade no mundo da crónica? Sente ou alguma vez já sentiu isso?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;António Tadeia: Haverá certamente. Mas nunca a senti, porque a crónica nunca foi a minha actividade principal. Desde 1989 que sou jornalista de redacção.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;17.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;No seu olhai mais crítico, que diagnostico faz do futebol português?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;António Tadeia: Os grandes problemas do futebol português são a inexistência de mercado interno e a injustiça na distribuição da receita. Os grandes recebem muito mais do que os pequenos e assim não se estimula a competitividade. Como a globalização leva a que os grandes se apetrechem cada vez mais no estrangeiro (e não nos pequenos), o dinheiro não circula. O resultado é a diminuição de qualidade da competição interna.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;18.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Se pudesse, que medidas tomaria para as consegui um futebol espectáculo a um nível mas elevado?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;António Tadeia: Está tudo no dinheiro. Melhor distribuição da receita e responsabilização de quem manda.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;19.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;É um crítico em torno do que se passa a sua volta?&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;António Tadeia: Sempre. A crítica é indispensável ao progresso. &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoListParagraph" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: -18pt; line-height: 150%; font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoListParagraph" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: -18pt; line-height: 150%; font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoListParagraph" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: -18pt; line-height: 150%; font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoListParagraph" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: -18pt; line-height: 150%; font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoListParagraph" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: -18pt; line-height: 150%; font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoListParagraph" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: -18pt; line-height: 150%; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoListParagraph" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: -18pt; line-height: 150%; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoListParagraph" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: -18pt; line-height: 150%; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 11.25pt; font-style: italic; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; font-style: italic; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; font-style: italic; text-align: right;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12pt;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;03.09.2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3271141088634974982-453677711427179699?l=anamarioentrevistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/feeds/453677711427179699/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/09/conversa-com-antonio-tadeia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/453677711427179699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/453677711427179699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/09/conversa-com-antonio-tadeia.html' title='Conversa com... António Tadeia'/><author><name>Ana Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04891540618311504233</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/StYO7zEnzoI/AAAAAAAAACE/L3II3irERXM/S220/HPIM3945.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3271141088634974982.post-3952898640958107627</id><published>2010-08-17T14:06:00.005Z</published><updated>2010-08-17T14:11:07.053Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gueifães'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Voleibol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Selecção Nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leixões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Voleibol de Praia'/><title type='text'>Conversa com ... Joana Neto</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify; font-style: italic;font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Cheguei mesmo a chorar quando vi a bandeira de Portugal a ser hasteada. Espero voltar a ter esta sensação, é inexplicável.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Foi com apenas sete anos que conheceu e se entregou ao Voleibol. Recentemente, a nove de Agosto foi vice-campeã da Europa sub-18 na modalidade. Foi um êxito inédito em Portugal. Dá-lhe sempre um certo gozo chegar ao fim de qualquer partida e ter uma medalha ao peito. O perder para ela não a derrota, antes motiva-a… Depois de um jogo perdido fica sempre a pensar nos erros que cometeu e nas formas de ultrapassa-los e melhora-los para da próxima vez não sair humilhada. Para esta jovem guerreira o voleibol “Joga-se com a cabeça!” e quando representa Portugal, jamais se esquece de “deixar a imagem do desportista português, o guerreiro, lutador, com alma e coragem!”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Como começou o teu gosto pelo Voleibol?&lt;br /&gt;Joana Neto: Quando tinha apenas 7 anos os meus pais acharam que deveria integrar um grupo para me manter activa, praticar algum exercício e, também, conhecer novas pessoas e fazer amizades. Foi então que surgiu a ideia de praticar voleibol, pois para além de ter algumas facilidades uma vez que vivia perto do pavilhão onde treinava, era um desporto que me agradava por exigir muita competição e por ser colectivo. Integrei a equipa do Leixões Sport Club e desde então que nunca mais deixei de praticar voleibol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Jogas voleibol indoor há 10 anos. Que momentos tanto positivos como negativos trazes sempre contigo?&lt;br /&gt;Joana Neto: Ao longo destes 10 anos tive experiências muito positivas. Não falo apenas dos títulos de campeã nacional que neste momento são quatro, um pelo Clube Desportivo e Cultural de Gueifães e os outros três pelo Leixões Sport Club, mas também dos momentos de convívio em torneios, nos jogos, nos treinos. Um outro momento que jamais vou esquecer, esse sim um grande passo na minha carreira desportiva, foi a chamada para a Selecção Nacional de Cadetes em 2005, tinha eu apenas 12 anos. Desde então faço parte dos trabalhos da selecção, tendo já participado em cncocompetições internacionais (Hungria, Estónia, Turquia, Suíça, Bulgária).&lt;br /&gt;Momentos negativos estão sempre presentes também, contudo com tantas experiências boas eles acabam por passar despercebidos. Por isso, não tenho nenhum momento mau que me tenha marcado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A uma dada altura no ano de 2006, foste convidada para entrar numa etapa do circuito nacional sénior. Como e porque razão achas que surgiu esse convite?&lt;br /&gt;Joana Neto: Quando o convite surgiu eu confesso que fiquei um tanto surpreendida. Mas muito mais que isso, entusiasmada, não só porque mantinha uma boa relação com a minha treinadora mas também porque voleibol de praia era um desporto que eu apreciava e tinha alguma curiosidade em experimentar. O convite penso que teve como objectivo passar bons momentos e também transmitir-me o “bichinho” do voleibol de praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Ficaste com esse bichinho do volei de praia bem preso a ti?&lt;br /&gt;Joana Neto: Tanto fiquei que nos anos seguintes continuei a participar em novas etapas. Integrei entretanto os centros de treino de alto nível para o voleibol de praia da federação portuguesa de voleibol e foi aí que comecei a levar este desporto mais a sério. A federação organizou algumas competições nas quais tive oportunidade de participar, 2 campeonatos da Europa de sub-18 e 1 mundial de sub-19, e isto foi contribuindo cada vez mais para a minha paixão por este desporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Representas também o Clube Desportivo e Cultural em Gueifães – Maia. Esta época, 2009/2010 a tua equipa sagrou-se campeã nacional de júnior. Ao fim de um ano de trabalho esta é a maior recompensa que uma atleta pode ter?&lt;br /&gt;Joana Neto: Sem dúvida que quando uma equipa tem todas as condições reunidas para obter bons resultados e tem outros adversários competentes, sabe bem trabalhar toda a época para no fim receber o título de campeã nacional. Este ano foi mais uma vez um ano de muito trabalho, muito empenho, muito esforço, não tivemos nenhuma derrota mas tivemos jogos muito bem disputados e deu-me um certo gozo chegar ao fim e ter uma medalha ao peito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. E quando se tem o infortúnio de ser vencido?&lt;br /&gt;Joana Neto: Já passei várias vezes por essas experiências, tanto em jogos a meio de época como em finais. É sempre frustrante ser vencido, mas por outro lado é mais uma forma de me motivar para trabalhar, para ser melhor que os outros. Depois de um jogo perdido fico sempre a pensar nos erros cometidos e formas de ultrapassar e melhorar para da próxima vez não sair humilhada e mostrar que acreditando e querendo tudo se consegue. O Voleibol joga-se com a cabeça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. No passado dia nove, juntamente com a tua parceira (Mariana Alexandre) foste vice-campeã da Europa sub-18 na tua modalidade. Este foi um êxito inédito no sector feminino português conseguido no Porto. Como te sentiste ao estar no pódio?&lt;br /&gt;Joana Neto: Sensação absolutamente fantástica, não só pelo feito histórico mas por estar a jogar no meu país e conhecer grande parte das pessoas que estão nas bancadas com sorrisos e a bater palmas quando subi ao pódio. Cheguei mesmo a chorar quando vi a bandeira de Portugal a ser hasteada. Espero voltar a ter esta sensação, é inexplicável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Qual é a sensação de representar Portugal?&lt;br /&gt;Joana Neto: Representar Portugal é acima de qualquer coisa um orgulho. Qualquer desportista deseja poder elevar e dignificar o nome de Portugal. Quando represento o meu país procuro dar tudo o que e o que não tenho. Posso não ter as mesmas condições de trabalho que os restantes países têm, mas procuro sempre deixar a imagem do desportista português, o guerreiro, lutador, com alma e coragem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Sentes que este é o momento mais alto do teu percurso desportivo?&lt;br /&gt;Joana Neto: Este foi sem dúvida o melhor até ao momento. Mas não me sinto satisfeita por chegar até aqui. Quero sempre mais e mais. Vou continuar a trabalhar para obter bons resultados e quem sabe, da próxima vez, alcançar o ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. O ouro… um sonho ou um objectivo por concretizar?&lt;br /&gt;Joana Neto: É um sonho e um objectivo. Ser o número um é a melhor sensação do mundo. Eu trabalho a pensar que quero ser melhor que os outros, os outros chegam lá e eu não, então tenho que trabalhar mais para ser melhor que eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. A partir de agora esse é um momento que pretendes viver mais vezes?&lt;br /&gt;Joana Neto: Claro que sim. Subir ao pódio deu-me um prazer imenso e como já disse, vou continuar a trabalhar duro para poder mais vezes levar Portugal aos primeiros degraus. Nunca nos devemos sentir satisfeitos pelo que já fizemos. O objectivo é evoluir sempre mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Tudo isto traz mais mediatismo a tua volta. Como é viver com tudo isso?&lt;br /&gt;Joana Neto: É uma boa sensação! “Parabéns” talvez tenha sido a palavra mais proferida pelas pessoas que me rodeiam nos últimos dias. É bom de facto, é recompensador, é um reconhecimento do nosso trabalho, mas é também uma responsabilidade, porque sei que para a próxima não posso deixar que ultrapassem a minha marca e tenho de trabalhar para sermos a número 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Jogar ao lado da Mariana Alexandre, como descreves a vossa dupla? Cada vez mais vocês são uma equipa?&lt;br /&gt;Joana Neto: Nenhuma dupla é perfeita. Mas sem dúvida que cada vez mais somos uma equipa e isso vai-se construindo nos jogos. Jogar muito ajuda à união, ao espírito de entreajuda. Somos uma dupla com muita garra, muita determinação e muito ambiciosa que nunca se deixa abater com um mau resultado e procura sempre fazer mais, dar sempre o máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Para além desta participação, estiveste também presente no mundial de sub 19. Como foi a experiência?&lt;br /&gt;Joana Neto: Foi mais uma boa experiência na minha carreira desportiva. Penso que acima de tudo contribui para a minha preparação para o europeu de sub-18, uma vez que treinamos com duplas que têm meses, anos de preparação e melhores condições de trabalho, e com outro nível de jogo e experiência. Não entramos bem na competição mas conseguimos depois em mais 2 jogos mostrar que em Portugal está a desenvolver-se um bom trabalho e se apostarem em nós, duplas jovens, podemos dar frutos!&lt;br /&gt;Esta prova deu-me mais motivação e mais vontade de trabalhar porque quero chegar ao nível dos melhores. Nesta prova muitas atletas da minha idade mostraram ter um potencial enorme e quero trabalhar para chegar ao nível delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. O que ainda falta e esperas que complete o teu currículo?&lt;br /&gt;Joana Neto: Vai faltar sempre alguma coisa. Não posso ficar satisfeita com o que está feito! Tenho um grande sonho que é participar nos Jogos Olímpicos. Quem sabe um dia eu tenha essa oportunidade e vou fazer por merecê-la!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16.O voleibol numa palavra ou frase…&lt;br /&gt;Joana Neto: Voleibol é atitude!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TGqXkJA3UuI/AAAAAAAAAHo/0mahiDoYlao/s1600/u18+25.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TGqXkJA3UuI/AAAAAAAAAHo/0mahiDoYlao/s400/u18+25.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506380141564482274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;17.08.2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3271141088634974982-3952898640958107627?l=anamarioentrevistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/feeds/3952898640958107627/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/08/conversa-com-joana-neto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/3952898640958107627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/3952898640958107627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/08/conversa-com-joana-neto.html' title='Conversa com ... Joana Neto'/><author><name>Ana Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04891540618311504233</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/StYO7zEnzoI/AAAAAAAAACE/L3II3irERXM/S220/HPIM3945.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TGqXkJA3UuI/AAAAAAAAAHo/0mahiDoYlao/s72-c/u18+25.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3271141088634974982.post-5698199884973129257</id><published>2010-08-13T15:04:00.005Z</published><updated>2010-08-13T15:44:37.199Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonel Ribeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fóruns'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='videojogos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kitmaking'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FM-Football Manager'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='camisola'/><title type='text'>Conversa com... Leonel Ribeiro</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify; font-style: italic;font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Vai-se espantar de tão verídica e surreal que é a minha história...tudo por causa de um jogo de PC. Chamem-me doido, chamem-me maluco...mas eu sou assim e sou feliz”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Chama-se Leonel Ribeiro, tem 33 anos e vive actualmente em Berna, Suiça. Cedo começou a jogar o famoso jogo de computador CM - Championship Manager (entretanto mudado para FM - Football Manager). Entretanto, o bichinho do kitmaking começou a pegar e actualmente é o responsável pela pesquisa e desenho das camisolas portuguesas para o jogo.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O Championship Manager, actualmente conhecido como FM-Football Manager, era até 2003 um jogo algo rudimentar. A partir desse ano foi então possível adicionar partes gráficas que incluíam obviamente as camisolas dos clubes. Como conseguiu ou surgiu o convite de iniciar tal laboração?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: Antes de mais devo dizer que o Championship e o Football Manager co-existem, seguindo cada um deles o seu caminho, mas com obvia vantagem para o FM...é neste plano que eu entro, ajudando no plano de pesquisa nacional de equipamentos e cores usadas pelas equipas de futebol...o convite foi algo que até nem se pode chamar de convite...foi depois de varias trocas de emails entre as pessoas que gerem a POP (Pesquisa Oficial Portuguesa) fiquei então em directo contacto com o Zé Chieira (chefe da POP) no qual me delegou essa função...ao fim e ao cabo, acabou por ser uma coisa natural...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Sempre foi um apaixonado pelos vídeos jogos. Foi por essa razão que se dedicou a tal actividade (Kitmaking)?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: Não diria que foi essa a razão, mas sim umas das razões. Sempre fui um apaixonado por tudo o que fosse electrónico embora não sendo um génio da informática, tenho os meus trunfos. Antigamente lá em casa sempre que o gravador de video ou a TV avariavam a minha mãe deixava-me dar uma vista de olhos antes de ir para arranjar, eram mais as vezes que estragava do que as que arranjava, mas juntamente com o amor do futebol e do facto de fazer colecção de camisolas, esta actividade acabou por mais tarde aparecer como algo natural. Embora no inicio não fosse essa a intenção. Tudo começou por ser um hobbie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Penso que seja um trabalho muito minucioso. Quanto tempo demora a compor cada camisola?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: De facto, nós, em particular eu, tentamos ser o mais minuciosos possivel, principalmente no que toca a camisolas de equipas nacionais, quer seja uma risca, um ponto, o colar, patrocínios, emblemas ou seja tudo aquilo que um adepto pode ver numa camisola real. Nós tentamos fazer o mais aproximado possível dessa realidade. Em relação ao tempo demorado, é bastante subjectivo dizer, pois existem designs mais complicados e outros mais simples, mas no mundo globalizado em que vivemos e com a enorme concorrência de marcas desportivas que existem, nós a cada marca ou desenho feito, gravamos aquilo a que chama-mos de “template” para se no caso de uma outra equipa usar o mesmo design, então é somente ir buscar esse design e editar as cores, patrocínios e logos do clube. Assim por alto posso dizer que um design novo em media leva uns bons 30 minutos, os mais complicados até mais, quando é usado o método de “aproveitamento” do “template” então aí pode andar entre uns meros 5 a 10 minutos. Se falar-mos de uma liga inteira, pode-se demorar uns bons 5 dias, isto se tivermos todos os dados em mão, mas posso-me gabar de uma vez ter feito uma liga (campeonato de Malta – 10 equipas) em 10 horas. Mas nesse dia estava inspirado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TGVgRc_POBI/AAAAAAAAAHg/yULOvCCQ4bs/s1600/porto1.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 247px; height: 247px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TGVgRc_POBI/AAAAAAAAAHg/yULOvCCQ4bs/s400/porto1.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504911972485773330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;4. Em que consiste &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e quais os parâmetros que envolvem tod&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o o seu trabalho?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: Divide-se por quatro fases, a divisão, pesquisa, preparação e elaboração. A divisão, é quando temos as equipas e as dividimos pelas respectivas ligas. A pesquisa trata-se de pesquisar por todo o lado de modo a tentarmos reunir o màximo de informação relativa a essas equipas. A recolha de fotos da maior qualidade possível é essencial, mas por vezes temos que seguir o nosso instinto e “adivinhar” como é o design, pois nem sempre temos a sorte de encontr&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ar toda a informação, mas no que toca ás maiores ligas mundiais, essa pesquisa acaba por ser bastante conseguida. A preparação, depois da divisão e da pesquisa, preparamos tudo para a próxima fase...essa preparação passa por uma revisão dos dois passos anteriores. Finalmente chega a elaboração, que como o nome indica, da-se inicio á elaboração das camisolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. É um trabalho remunerado ou feito exclusivamente por&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; paixão?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: Remunerado? Quem me dera. Tirando mesmo os designers profissionais das grandes marcas desportivas, não conheço quem tenha alguma remuneração no que toca a este trabalho. Acaba por ser paixão mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. A sua actividade profissional é ligada ao grafismo e design?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: Não, inicialmente no pós-vida escolar ainda&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; considerei a hipótese de tomar o caminho da informática ou do jornalismo (devido á área de estudo que frequentava), mas por vezes nem tudo corre como esperado e vi-me pouco tempo depois de ter terminado o serviço militar a emigrar para a Suiça em 1997. Ainda hoje por aqui estou…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Portugal tem reconhecimento que existe um “filho” português nortenho, a morar no estrangeiro encarregue por tal actividade?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: Ora bem, nortenho só porque tenho residência legal em Lousada. Originalmente eu costumo dizer que sou de todo o lado e de parte nenhuma, pois já foram imensas as localidades onde vivi neste nosso Portugal, isto depois dos meus pais terem regressado de M&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;oçambique nos anos 70, local onde nasci, mas se falar-mos de reconhecimento a nivel de foruns ou sites desportivos, acredito que si, existe algum. Nos fóruns todos conhecem o Leonel da Suiça, mas o nome com mais peso é o meu nickname – packmanch.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Sente esse reconhecimento de que modo?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: É muito bom e gratificante ler nos fóruns um simples obrigado tendo em conta que isto é feito de forma gratuita e disponibilizado para todos, então no fim quando alguém agradece, acaba por se sentir esse reconhecimento, seja em que lingua for, pois quando falo de fóruns ou sites, estamos a falar a nivel mundial.&lt;br /&gt;9. Esse nome a nível de design de camisolas no mundo gráfico torna-se mais notório cá ou no mundo do FM?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: Obviamente que o mundo do FM é o primeiro plano, mas lentamente e devido a uma certa ambição minha, tenho vindo a estabelecer contactos com uma marca de desporto portuguesa e quem sabe se um dia não terei os meus próprios desenhos a serem usad&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;os por uma equipa. Aliás, existe uma equipa portuguesa de futsal (Cerv&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;eira Futsal), onde tenho mantido contacto com as suas pessoas responsáveis, onde já houve uma demonstração de no futuro eu ter alguma intervenção no desenho das suas camisolas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TGVgRB3j_kI/AAAAAAAAAHY/22IXL4Kat60/s1600/guimaraes1.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 264px; height: 264px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TGVgRB3j_kI/AAAAAAAAAHY/22IXL4Kat60/s400/guimaraes1.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504911965205823042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;10. Espera que esta entrevista lhe traga mais mediatismo, especialmente cá em Portugal? Porquê?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: Mediatismo... Nunca tinha visto &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;isso desse prisma, mas se algo de bom advir daí, não o vou regeitar, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. É um jogo mundialmente vendido. E por isso inserido num mundo sem fronteiras. Como design do FM sente isso? De que forma?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: Sim, sem margem para dúvida que a equ&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ipa da Sports Interactives, através do seu mentor, Miles Jacobson, fizeram um trabalho fenómenal no que toca em quebrar barreiras, que fez com que este se torna-se num líder mundial de vendas. Eu sou testemunha disso, pois estando eu registado em variados sites/fóruns de FM, posso comprovar isso. Inclusive, basta ver &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a minha lista de MSN, onde são intermináveis os contactos que tenho com pessoas de todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Já fez muitos amigos?Leonel Ribeiro: Sim já, e também alguns “menos-amigos”, mas posso dizer que a lista de amigos é muito maior, sejam indonésios, brasileiros, argentinos, ingleses, din&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;amarqueses, inclusive ate tenho um amigo chinês mas o maior deles todos sem dúvida o português Marco Talhadas, que nos últimos 3 anos se tornou o meu braço direito, no que toca a fotos de qualidade, quando é preciso lá está ele. É como disse na pergunta anterior – isto é um mundo sem fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Considera-se um génio?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: Não nada disso, aliás até estou muito longe disso mas aproveitando o momento sei que existe por aí quem me considera e a mim por vezes dá para encher o ego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Como vê esta actividade que a certa altura lhe surge na&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; vida? Uma oportunidade, um reconhecimento, uma prova, uma projecção...Leonel Ribeiro: Sem dúvida uma oportunidade. São daquelas decisões que podem marcar a vida de uma pessoa e influenciar o resto dela. São 7 anos que carrego nos ombros a fazer esta actividade e não me vejo a deixar isto tão cedo, embora já tenha tido várias ocasiões que já&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; ponderei deixar isto, mas acaba por ser como uma “droga” e para já não há antídoto.Gosto do que faço.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TGVgQ16_zqI/AAAAAAAAAHQ/CuA0scNRl00/s1600/braga1.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 286px; height: 286px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TGVgQ16_zqI/AAAAAAAAAHQ/CuA0scNRl00/s400/braga1.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504911961999003298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;15. Com toda a projecção que teve, acabou inclusive por assinar contrato com um estúdio inglês de vídeo jogos (Beautiful Game Studio) que na altura e ainda act&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ualmente, são os rivais do Football Manager. Uma aventura que durou poucos meses. No entanto, como descreve esse tempo de contrato assinado?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: Foram cerca de 8 meses duros, cançativos e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;estudiosos mas no fim muito gratificante, embora eu reconheça que poderia ter feito mais e melhor, pois acho que desde o inicio houve um mal estar em mim, talvez porque estava a jogar pela equipa adversária (l&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;embre-se que eu estava nessa altura a trabalhar para o CM e  não para o FM). Isto  passou-se entre 2007 e 2008...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. Entretanto o contrato esse que foi cancelado. O que esteve por de trás de tudo isso?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: Como disse anteriormente não me sentia bem no que estava a fazer, depois também foi numa altura que o meu filho tinha 2 anos e era uma pouco dificil conciliar tudo, familia, trabalho, hobbie. E então por minha iniciativa decidi dar por concluÍda essa ligação. Foi essencialmente por falta de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. Foi algo que não começou como uma profissão. Gostava&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; de se dedicar a tempo inteiro à mesma? E porquê?Leonel Ribeiro: Não começou nem é. Tenho a minha profissão real no qual sou bastante competente mas se houvesse realmente uma forma de fazer disto profissão, não rejeitaria, pois seria o culminar de um sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. Há uma dada altura, que começa a ver em sites oficiais de clu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;bes portugueses, como o Leixões e Freamunde, trabalhos feitos por si sem o sei consentim&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ento. Actualmente no site www.zerozero.pt, o mesmo também acontece. Que sensação tal facto lhe despertou?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: Bem, você já provou alguma coisa quente e fria ao mesmo tempo??? Pois bem, foi e é essa a sensação que senti e sinto cada vez que isso acontece, embora nessa altura lembro-me de ter recebido um pedido de permissão de uso desses mesmos trabalhos da parte das pessoas do Freamunde (julgo que através do site dos seus adeptos FremundeAllez), mas senti um abuso de confiança por parte das pessoas que delegavam na altura o site do FC Leixões (isso acon&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;teceu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; á uns 6 anos...julgo que na altura o Leixões militava na II Liga) e agora da parte de quem delega o site www.zerozero.pt inclusive, já mandei uma nota de descontentamento a esse mesmo site, sem no entanto ter recebido qualquer resposta. Obviamente não é caso de tribunal, mas um simples obrigado ou uma nota no próprio site de referência aos criadores seria de louvar. Protecção ao criador é algo que sempre defendi e irei defender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. O que é necessário para todos os clubes e sites interes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sados no seu trabalho, poderem usufruir do mesmo nos seus respectivos espaços?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: Eu nunca digo que não a nada e a ninguém. Est&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a entrevista é prova disso. Estou sempre disponível em ajudar, aliás no ano passado foi até de iniciativa minha que entrei em contacto com o fórum dos adeptos do FC Penafiel (Força Rubro Negra) para eu criar os equipamentos do ano passado. O mesmo irá acontecer este ano, o que isso demonstra uma total disponibilidade e tudo na base de um simples obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. Há algum episódio, tanto pela negativa como pela positiva que o marcam?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: Episódios são vários,  algumas tristes o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;u&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tros mais alegres mas se rebobinar a fita atrás, lembro-me de um dia em Portugal entrar numa loja de videojogos em Aveiro e em conversa com uns indivíduos que lá estavam veio á baila o tema CM e FM. Claro que os gráficos também foram tema de conversa e então um deles diz que sabia que havia um tipo portugues que era muito bom a fazer camisolas e outras coisas para adicionar ao jogo. Eu muito curioso perguntei se por acaso o tipo em questão não seria o Leonel Ribeiro e ele disse “Ya Ya é esse mesmo, o gajo faz umas camisolas muito fixes”. Pode então imaginar o riso que foi quando me apresentei como sendo a tal personagem, o que no fundo me deu uma tremenda satisfação. Dos episódios negativos tenho por hábito, carregar na tecla “delete” do meu cérebro. Sigo em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. A sua história, é uma história por detrás de uma p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;aixão? Porquê&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: Bem, acho que tudo o que disse até aqui é testemunho dessa paixão. Eu tenho uma frase num fórum que diz “Kitmaking is my dream” (O kitmaking é o m&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;eu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sonho), acho que o resto é óbvio de ver. Posso mesmo afirmar que neste momento o meu filho Rui, a m&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;inha esposa Paula e o meu vício kitmaking, são mesmo as min&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;has paixões.&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TGVgQv-fluI/AAAAAAAAAHI/ByvrBFs6L14/s1600/benfica1.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 286px; height: 286px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TGVgQv-fluI/AAAAAAAAAHI/ByvrBFs6L14/s400/benfica1.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504911960403056354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;22. Numa anterior conversa em relação a essa sua &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;histó&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ria disse-me: “vai-se espantar de tão veridica e surreal que é...tudo por causa de um jogo de PC...ch&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;amem-me doido, chamem-me maluco...mas eu sou assim e sou feliz”. Para finalizar pode-nos explicar um pouco mais esta afirmação?&lt;br /&gt;Leonel Ribeiro: Sim, tem um pouco disso mesmo. Loucura ou  maluqueira. Bem, acho que ambas, pois o meu pai um dia disse-me “és doido, não tens mais nada que fazer?”...mas depois de eu lhe fazer a camisola do seu Sporting, ele olhou para mim e vi algo nele que poderia ser visto como orgulho, apesar de ele não ter dito nada, senti isso. Por isso se até a própria família pensa que somos doidos ou malucos. Eu repito:”sou assim, mas sou feliz.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TGVgQYYETPI/AAAAAAAAAHA/r1SVcSEpeU0/s1600/eu%282%29.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 176px; height: 207px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TGVgQYYETPI/AAAAAAAAAHA/r1SVcSEpeU0/s400/eu%282%29.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504911954067868914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;13.08.2010&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3271141088634974982-5698199884973129257?l=anamarioentrevistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/feeds/5698199884973129257/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/08/conversa-com-leonel-ribeiro.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/5698199884973129257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/5698199884973129257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/08/conversa-com-leonel-ribeiro.html' title='Conversa com... Leonel Ribeiro'/><author><name>Ana Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04891540618311504233</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/StYO7zEnzoI/AAAAAAAAACE/L3II3irERXM/S220/HPIM3945.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TGVgRc_POBI/AAAAAAAAAHg/yULOvCCQ4bs/s72-c/porto1.png' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3271141088634974982.post-9210484569278048262</id><published>2010-08-09T20:22:00.004Z</published><updated>2010-08-09T20:26:42.850Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='árbitros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arbitragem portuguesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Olegário Benquerença'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hugo Miguel'/><title type='text'>Conversa com... Hugo Miguel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;“Só nos dão valor quando dão pela nossa falta e percebem que sem árbitro não pode haver jogo”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel, é árbitro profissional de futebol há 15 anos e foi promovido à primeira categoria na época 2006/2007. Soma um total de 29 jogos na Liga e 46 na II Liga. Convive em harmonia com a crítica e consegue separar a crítica construtiva daquela que é alicerçada em opiniões de fanáticos por clubes ou regionalismos bacocos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;1. Como começou a sua ligação ao mundo da arbitragem?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel– Costumo dizer que já nasci árbitro, desde que me conheço que estou ligado à arbitragem por influência do meu pai (entretanto falecido em 1997) que foi árbitro na 3.ª Divisão e assistente na 1.ª. Desde pequeno sempre o acompanhei nos treinos, nos jogos, nos núcleos, pelo que este tipo de ambiente nunca me foi desconhecido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;2. Foi uma decisão fácil de tomar?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – Pode parecer fácil, mas não foi. Fiz uma carreira como guarda-redes de futsal, tendo jogado num dos grandes da capital, chegando a ser Campeão Nacional em 1994/95. Na transição para sénior fui dispensado e introduziram a lei da clara probabilidade de golo. Acabei por ser expulso quatro vezes nessa época e como passei muito tempo castigado, optei por ir tirar o curso de árbitro, muito por influência de alguns colegas do meu pai.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;3. Como classifica a sua promoção à primeira categoria?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – Após quatro épocas na 2.ª Divisão sempre com classificações em crescendo (23.º, 9.º e 7.º) no quarto ano a minha aposta era clara para atingir o primeiro escalão. Felizmente as coisas correram bem e acabei por ficar no 3.º posto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;4. Até chegar a esse patamar quais foram as maiores adversidades com que se deparou?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – Na arbitragem as maiores dificuldades passam-se no início da carreira. Há falta de apoio e de enquadramento a nível material, logístico e fiscal. Por isso assim que surgem as primeiras dificuldades ou um jogo menos bom, muitos jovens árbitros abandonam por ainda não se sentirem suficientemente comprometidos com a actividade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;5. Agora que já cimentou a sua posição a nível nacional, ate onde pretende chegar?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – Vou começar a 5.ª época na Liga com classificações entre o 13.º e o 16.º lugar nestes quatro anos, tendo sido notória a regularidade. Acredito que com o acumular de alguma experiência consiga alcançar posições de maior destaque. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;6. Alcançar o estatuto internacional, um objectivo em mente?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – Neste momento é um sonho que nunca se poderá tornar em obsessão. Enquanto a nível regulamentar a idade me permitir vou perseguir esse objectivo, sem nunca desviar o foco da tarefa arbitrar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;7. Quais os melhores momentos da sua carreira?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – Há momentos que marcam a carreira de um árbitro. A estreia em qualquer escalão após uma promoção fica sempre registada na nossa memória. Já tive participações em Torneios Internacionais em Espanha, França e Inglaterra. Conto no currículo com duas presenças nas meias-finais da Taça de Portugal, nas últimas duas temporadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;8. Você já deve ter passado por diversas situações engraçadas e inusitadas. Cite algumas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – Guardo uma com especial carinho. Num jogo da 3.ª Divisão disputado em Portalegre a dada altura choquei com um jogador e perdi o apito. Entretanto os jogadores seguiram a jogada e eu fui no seu encalço. O jogo só parou após uma infracção assinalada pelo meu assistente que além da bandeira usou o apito dele. Lembro-me dos jogadores terem comentado que nunca tinham visto um assistente a apitar. Desde esse dia tenho sempre um apito suplente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;9. Portugal reconhece-lhe valor?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – Sentimo-nos reconhecidos quando integramos equipas de arbitragem portuguesas nas Competições Europeias. Em Portugal, fora de Instituições como a Liga e FPF, por vezes trata-se a arbitragem como um parente pobre do futebol, quando somos essenciais para o desenvolvimento da modalidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;10. Como vê o estado da arbitragem em Portugal? É um espelho da crise que o país atravessa?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – Acho que a presença brilhante do Olegário Benquerença no último Mundial ajuda a perceber o valor da arbitragem portuguesa. Aliás a arbitragem conta com mais presenças nestes certames do que a própria Selecção Nacional, por isso não se pode dizer que a arbitragem está em crise. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;11. É uma arbitragem no seu ponto de vista com qualidade? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – O exemplo do Olegário será a face mais visível, mas todos os nossos Internacionais são chamados pela UEFA e pela FIFA para participar nos seus jogos, há agora um grupo de novos valores que depois de adquirir alguma maturidade e experiência, poderão desenhar carreiras interessantes, pelo que estou convicto de estarmos no caminho certo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;12. Há alguma aresta a ser limada?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – Talvez a nível da captação de mais e melhores árbitros. Como sabe, há falta de árbitros em Portugal, pelo que um maior aproveitamento de jovens com potencial poderia trazer benefícios. Maior quantidade implicaria neste caso melhor qualidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;13. Mantém boa relação com a imprensa?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – Sim, penso que convivo bem com a crítica. Consigo separar a crítica construtiva daquela que é alicerçada em opiniões de fanáticos por clubes ou regionalismos bacocos. Tento sempre aproveitar algo para melhorar, nem que seja numa perspectiva ou abordagem diferente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;14. A imprensa é a maior adversária dos árbitros em Portugal?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel - Talvez a televisão seja a maior adversária. Contra factos não há argumentos, é uma luta desigual dos árbitros contra as câmaras. Estamos próximos do limiar máximo de aproveitamento, mas haverá sempre outro ângulo a captar uma imagem diferente da que nós vimos. Depois os erros são escalpelizados em programas que não trazem valor acrescentado ao futebol.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;15. Todo o árbitro devia seguir a velha máxima “quem não deve não teme”?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – A integridade tem de ser um factor moral intrínseco ao próprio árbitro. O árbitro que se deixar condicionar não terá as melhores condições para desempenhar a sua função. A neutralidade e equidistância deverão estar sempre presentes. A linha que delimita determinadas posturas da arrogância, por vezes pode parecer muito ténue, há que ter algum cuidado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;16. No fim de um jogo, o árbitro certamente faz um apanhado de tudo que se passou. Quando detecta que errou mesmo. O que faz e o que sente?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – A sensação de errar é das piores que se pode ter. Sentimos que inadvertidamente podemos ter influenciado um jogo, uma prova, a carreira de um jogador ou de um treinador. No fim do jogo fazemos um “flash-back” do que aconteceu, além de termos a possibilidade de ver os vídeos dos jogos numa perspectiva crítica e de melhoria. Em certos jogos acontece aquilo que nós chamamos “segunda vaga dos protestos”. Após um lance acontecem os protestos normais. Depois e nos casos dos jogos televisionados vem uma segunda vaga de assobios, quando alguém duma rádio ou da televisão emitiu uma opinião diferente da nossa. Aqui temos de fazer um grande esforço para não nos deixarmos afectar, até porque a razão pode ainda estar do nosso lado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;17. Na sua actuação o árbitro também tem receios ou abstrai-se deles dentro das quatro linhas?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – Amigos e familiares que foram a muitos jogos nos escalões mais baixos, ficavam impressionados quando lhes confessava que não os tinha visto no recinto, tal a focalização que impunha na tarefa. Por isso, posso ter passado situações em que não tive consciência do perigo para a integridade física, mas a parte mental tem de ser mais forte para sobrepor-se a todas essas situações. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;18. A arbitragem já lhe trouxe inimigos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – Há muitos anos, ainda no Distrital, um jogador disse que me matava após a exibição do cartão vermelho. Na época seguinte tornei a arbitrá-lo e no fim do jogo perguntei-lhe se ainda tinha o mesmo tipo de sentimentos. Ele disse que não, que era futebol, que já lhe tinha passado. Serve para exemplificar que os desabafos ou o que se diz a quente não tem a ver com a realidade. Mais do que tudo, o que guardo são as boas relações e as amizades que espero que venham a perdurar no futuro, sobretudo com os meus colegas de actividade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;19. Os árbitros são o elo mais fraco da cadeia futebolística?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – Há quem queira ver as coisas por esse prisma, só nos dão valor quando dão pela nossa falta e percebem que sem árbitro não pode haver jogo. Hoje em dia com a evolução natural dos tempos e da sociedade, já se percebeu que os árbitros são seres pensantes e devem encarados como parceiros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;20. Qual a regra mais difícil de aplicar na hora do jogo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – Objectivamente a lei de mais difícil aplicação é a do fora-de-jogo. O trabalho dos árbitros assistentes é complicadíssimo na análise da posição, momento do passe, movimento da bola e dos jogadores, interferência ou influência na acção dos adversários. Para os árbitros ficam as outras leis, sua interpretação, aplicação e gestão emocional. Aqui entra em campo a regra do bom senso, procurando ser sempre consistente na aplicação dos critérios.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;21. Decidiu ser árbitro de futebol. Voltando atrás, voltaria a tomar essa decisão?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hugo Miguel – É óbvio que sim. Não me arrependo um segundo que seja. Se tivesse seguido a carreira de jogador de futsal estaria nesta altura a terminar, como estão os companheiros da minha geração. Na arbitragem em condições normais tenho mais 13 anos pela frente, a pisar os melhores palcos, inserido num fenómeno que adoro, que me faz vibrar. Espero aproveitar cada jogo e cada momento para desfrutar e compensar a ausência da minha família, essa sim a principal sacrificada com esta actividade. Eles sofrem muito por mim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TGBjpjStULI/AAAAAAAAAG4/oPnE6i4ghBo/s1600/imagedownload.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 164px; height: 219px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TGBjpjStULI/AAAAAAAAAG4/oPnE6i4ghBo/s400/imagedownload.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503508310146240690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;09.08.2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3271141088634974982-9210484569278048262?l=anamarioentrevistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/feeds/9210484569278048262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/08/conversa-com-hugo-miguel.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/9210484569278048262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/9210484569278048262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/08/conversa-com-hugo-miguel.html' title='Conversa com... Hugo Miguel'/><author><name>Ana Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04891540618311504233</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/StYO7zEnzoI/AAAAAAAAACE/L3II3irERXM/S220/HPIM3945.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TGBjpjStULI/AAAAAAAAAG4/oPnE6i4ghBo/s72-c/imagedownload.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3271141088634974982.post-2899692919859525687</id><published>2010-08-06T10:25:00.004Z</published><updated>2010-08-06T10:35:14.781Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vitor Dias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='km'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livro “Correr por Prazer – Já correu hoje? &quot; .'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maratonas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correr'/><title type='text'>Conversa com... Vítor Dias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;“O dorsal no peito não me dá particular gozo e muito menos a posição classificativa obtida no final”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É maratonista, e diz que a hoje a corrida já faz parte da sua vida, tal como qualquer tarefa quotidiana. São três, os anos de corrida. Equivale isto a 7700 Km percorridos. Cinco foram também as maratonas em que participou, sendo quatro delas no estrangeiro. Para si todo o esforço é compensador, pois “se o corpo se recente a nossa auto-estima eleva-se ao mais alto nível.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;1. Como começou o gosto pela corrida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Sempre pratiquei desporto (futebol, futebol de salão e halterofilismo) ao longo da minha vida. A corrida funcionou sempre como desporto complementar a estas actividades, pelo que fui ganhando o gosto até que em Agosto de 2007, houve o “clique” que eu acho que faltava. Em boa hora ele aconteceu. Hoje a corrida faz parte da minha vida como qualquer tarefa quotidiana como tomar banho, comer ou dormir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;2. Considera-o como um vício saudável?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Qualquer actividade física pode ser saudável desde que praticada com cuidado, tendo sempre em atenção o tipo de actividade, a idade e carga implementada. Há processos químicos que nos viciam na corrida ou em qualquer outra actividade. São as endorfinas que se calhar não existem por acaso. Quem sabe as mesmas existam precisamente para que nos mantenhamos sempre com a vontade de sermos activamente praticantes, salvaguardando dessa forma o nosso bem estar físico e psíquico. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;3. Em que provas já participou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Normalmente não participo em muitas provas comparativamente com os meus colegas (3 em 2007, 15 em 2008, 9 em 2009 e 7 em 2010). O dorsal no peito não me dá particular gozo e muito menos a posição classificativa obtida no final. Costumo dizer que as provas para mim são como que treinos só que mais participativos. Mesmo assim gosto bastante das provas ditas populares (Porto, Gaia, Viana do Castelo, Ovar, Régua, Cortegaça, etc.) e participei nas maratonas do Porto, Paris, Berlim, Sevilha e Madrid.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;4. Qual a conquista que mais regozijo lhe deu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Terminar a minha primeira maratona na minha cidade em Outubro de 2007. Um ano antes eu não conseguia correr 10 Kms. Correr uma maratona nem sequer era um sonho para mim, nem mesmo uma miragem. Há 4 anos atrás eu pensava que correr ininterruptamente 42,195 metros era tão provável como ir à lua. Hoje acho que qualquer pessoa, mesmo que tenha 70 anos e que seja saudável, poderá pensar que é possível fazer esta mítica distância.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;5. Há alguma que a marcou pela negativa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Não propriamente negativa pois terminei todas as que menos me propus (é sempre esse o principal objectivo) mas a última em Madrid, dada a alta temperatura a que decorreu, foi a menos positiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;6. Como se recupera depois de uma maratona?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Com aquilo a que chamamos descanso activo, ou seja fazendo treinos a uma velocidade muita baixa. Normalmente corro sempre no dia seguinte a uma maratona e faço uma visita ao meu massagista. Durante a semana pós-prova faço 2 a 3 treinos sempre muito lentos e se possível vou à piscina. É também muito importante repor os níveis de hidratação assim como ter uma alimentação rica em hidratos de carbono e proteínas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;7. Que recordações e que vivências retiras das provas no estrangeiro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: O ambiente nestas provas é quase indescritível. Referindo-me por exemplo a Paris (35.000 atletas) e a Berlim (40.000 atletas), onde estas provas já se realizam há mais de 30 anos, trata-se de um evento que mexe com toda a cidade. Nos dias anteriores à prova são mais do que evidentes os preparativos para a mesma. As pessoas abordam-nos na rua, desejando coragem e boa sorte. No dia da prova, no metro, no comboio ou em qualquer outro meio que leve os atletas à prova, as conversas entre corredores de outros países  desenrolam-se como se já nos conhecêssemos há muito tempo. Não há espírito de competição, há sim o de cooperação, com vista á realização pessoal. Aconselho todos os que gostam de correr esta distância que pelo menos uma vez na vida participem em provas como estas. Qualquer uma realizada nas capitais europeias valerá a pena, embora Paris, Berlim, Londres, Madrid e Roma sejam as que com certeza irão ficar para sempre na memória de quem nelas participar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;8. São uma mais-valia para todo o maratonista? Porquê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Sim. Lá vive-se o ambiente de quem já corre há muitos anos. Nós estamos apenas no início. Tenho esperança que daqui a 10 ou 20 anos também já tenhamos esse hábito saudável de correr.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;9. Compensa a aventura e tanto esforço?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Sim, largamente. Se o corpo se recente a nossa auto-estima eleva-se ao mais alto nível. Li uma vez um artigo de um psicólogo, penso que americano, que dizia que uma pessoa que termine uma maratona pode nunca mais ser a mesma. Ele referia-se ao alcançar de um objectivo que não é fácil de atingir e que requer grande empenhamento. Uma maratona não é o dia da prova, ela requer meses de treino. Para quem tem emprego e família, isto pode não ser fácil. Depois deste esforço todos os restantes problemas são relativizados . Na maratona como na vida, sem empenhamento e dedicação, não conseguiremos chegar ao sucesso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;10. Para além da corrida, presumo que tem uma actividade paralela. Qual?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Para além do meu trabalho como técnico de informática, estou ligado á música, mais particularmente ao universo filarmónico. Sou ex-músico, co-autor do portal bandasfilarmonicas.com e co-fundador  e administrador da Banda Fórum – Filarmónica Portuguesa. Faço também parte dos órgãos sociais da equipa Porto Runners.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;11. Como se consegue gerir o seu tempo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Sendo organizado e levando todos os projectos muito a sério. Quem não corre, dá quase sempre como desculpa que não tem tempo para o fazer. Isso é falso e esconde apenas alguns maus hábitos como a preguiça ou fundamentalmente a falta de vontade. O exercício físico não é a prioridade para essas pessoas. Eu corro quase sempre 5 dias por semana e tenho mais tempo para mim do que quando não corria. Durante os treinos (principalmente de rolamentos lentos e quando corro sozinho), organizo as minhas ideias. É neles que penso o que tenho ainda para fazer e quando o vou fazer. Evito levar o telemóvel comigo pois se o fizesse, acho que algumas tarefas eram mesmo ali resolvidas. Conheço que o leve e gravadores para registar ideias ou artigos a escrever já não são novidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;12. Onde e em quem encontra forças quando mais precisa E quando algo corre não tão bem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Na família e nos amigos. É assim nas corridas e é assim na vida. Sem bases sólidas baseadas no amor à família e à amizade incondicional dos amigos, esta corrida da vida não faz sentido. Sinto-me um privilegiado por ter o apoio da minha família e de muitos e muitos amigos e colegas que me acompanham. A eles devo o que sou e a eles o agradeço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;13. Há erros que um corredor também comete?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Obviamente que sim. No que respeita aos principiantes, os maiores erros são o iniciar sem consultar um médico e o uso de calçado inadequado. Nos mais experimentados (refiro-me sempre a atletas de pelotão que correm sem objectivo competitivo, o colocar a fasquia demasiado alta, o treinar demasiado e participar em muitas provas, podem provocar lesões muitas das vezes difíceis de debelar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;14. Qual é para si o mais grave?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Para quem é viciado em corrida o pior de tudo é lesionar-se e ficar semanas ou meses parado. Dizem-nos que em caso de paragem prolongada somos difíceis de aturar…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;15. O que é que um corredor de pelotão mais procura?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Procura aquilo que todos ansiamos. A felicidade e o prazer. Uns fazem-no a pescar, outros a jogar bilhar, outros a comer, outros a beber, outros a viajar. Nós alcançamos esse bem estar e felicidade correndo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;16. Correr mais que um prazer é um modo de estar na vida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Sim. Não há corredor de pelotão em Portugal que passe despercebido no seu rol de amigos ou colegas de trabalho. Era bom que assim não fosse. Quando todos corrermos, um corredor tornar-se-á vulgar e todos ficaremos a ganhar. Como se costuma dizer, “só encontraremos o médico quando formos velhos e mesmo assim será no campo de golfe”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;17. O que lhe falta ainda conquistar e que objectivos ainda o seguram à corrida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Não sou obcecado por objectivos embora ache essencial eles existirem. Depois de ter corrido a Maratona de Berlim, gostaria de correr as restantes 4 maratonas que fazem parte da World Marathon Mayors (Boston, Nova York, Chicago e Londres) e a Maratona da Grande Muralha da China. São patamares dependentes mais da parte financeira do que de qualquer outro factor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;18. Correr não farta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Quando não me apetece correr não corro. Correr não pode ser um fardo. Faço no entanto o meu “reset” anual de cerca de 15 dias entre Novembro e Dezembro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;19. E quanto à alimentação, há muitos cuidados que tem de manter?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Não cumpro como deveria de cumprir mas diga-se que também não é estritamente necessário. As pessoas têm uma ideia de que somos uns infelizes nesta matéria. Somos amadores e se comer nos dá prazer devemos fazê-lo. Quando temos provas para mais longe, é muito curioso ver colegas a combinarem onde vão comer um cabritinho, um cozido ou uma cabidela. Os corredores são grandes conhecedores do nosso património gastronómico. As corridas são muitas vezes pretextos para grandes almoçaradas. Não devemos deixar que seja a corrida a alterar os nosso hábitos. Claro que deveremos ter em conta o que toda a gente tem de ter, evitar gorduras, álcool, fritos, etc. O algum cuidado do maratonista poderá surgir normalmente a uma ou duas semanas antes da prova onde a ingestão de hidratos de carbono (normalmente sob a forma de massas) se torna habitual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;20. É director de um site, no qual pretende enaltecer e dar a conhecer aqueles corredores que tal como diz “as classificações pouco dizem e que o seu único objectivo é tirar o maior prazer da corrida”. Como surgiu o projecto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Quando cheguei às corridas, comecei a “devorar” tudo o quanto era leitura relacionada com a mesma. Comprei livros estrangeiros e passei horas e dias a ler blogs de corrida. Quando resolvi criar o meu próprio blog, a receptividade por parte da comunidade foi uma surpresa para mim, nomeadamente com o relato que fiz da minha primeira maratona. Tive colegas com idade para serem meus pais que me vieram dizer que se comoviam ao lerem os meus relatos. Sei que estou a ser pretensioso mas não resisto a dizer que isso me deixou muito orgulhoso. Penso que consegui de alguma forma transmitir em palavras aquilo que esses meus colegas sentem quando fazem o que realmente gostam que é correr. Surgiu assim o www.correrporprazer.com . &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A inclusão de artigos sobre alimentação por parte da nutricionista Filipa Vicente, dos artigos de lesões por parte da Enfermeira Especialista em Reabilitação Ana Maria de Freitas e mais recentemente do podólogo Romeu Araújo, foram uma mais-valia para este projecto. Ao longo de ano e meio de existência, fomos já visitados por mais de 187.ooo pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;21. O que pretende com o mesmo espaço?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Divulgar a corrida, os seus benefícios e tudo o que a ela está relacionada (provas alimentação, motivação, lesões, etc.).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;22. Em Outubro de 2009, publicou em parceira o livro “Correr por Prazer – Já correu hoje? " .Fale-nos um pouco deste livro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Surgiu no seguimento do blog e tem os mesmos objectivos que este. A ideia foi chegar a quem não tem acesso à internet. Tal como o blog, excedeu todas as nossas expectativas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;23. Foca então três assuntos de interesse actual, como a motivação, a nutrição e a prevenção de lesões. O Vitor como maratonista debruça-se sobre o tema motivação?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Sim. Não sendo especialista em nenhuma matéria em particular, relato as minhas provas, treinos e aspectos ditos vulgares mas que podem motivar as pessoas. Não há fórmulas científicas para a motivação e não há nada melhor do que falar daquilo que é fácil as pessoas compreenderem. É muito gratificante quando me dizem que participaram em determinada prova porque leram o meu relato acerca da mesma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;24. Como está a ser feedback depois do lançamento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Estamos deveras surpreendidos com a receptividade. Houve bastante interesse por parte dos media, nomeadamente o Jornal de Notícias, a Revista Atletismo, a revista Sportlife, a Antena2 e mais recentemente a RTP. Isso ajudou-nos bastante. Neste momento está mesmo a estudar-se a possibilidade de editar o livro noutras línguas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;25. Em Portugal falta visibilidade e protagonismo aos maratonistas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: O que falta essencialmente são maratonistas e portanto maratonas.  No ano de 2010 irão realizar-se 4 maratonas no nosso país (Porto, Lisboa, Faro e Porto Santo). O número de atletas que terminam cada uma destas provas é sempre inferior a um milhar, sendo uma boa parte estrangeiros.. Estima-se que existam em Portugal não mais de 700 0u 800 corredores desta distância. Teremos que esperar ainda mais alguns anos e investir nesta área tal como outros países já outrora o fizeram. As nossas entidades competentes ainda não se aperceberam dos benefícios financeiros agregados ao universo maratonístico, já para não falar noutros factores mais estruturantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;26. O que pensa que se poderia fazer para travar tal obstáculo de reconhecimento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: O maratonista de pelotão não pretende reconhecimento. Pretende apenas ter mais e melhores condições para correr. Que as vilas e cidades lhes ofereçam zonas verdes onde possam treinar longe da poluição e do trânsito e que as autarquias e o próprio estado colaborem no apoio a provas que promovam o exercício físico e o bem estar das populações. Muitos de nós corredores, começamos com caminhadas e fomos naturalmente evoluindo. Não queremos que as pessoas se tornem maratonistas mas que sintam o prazer de estar ao ar livre, buscando saúde e criando amigos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;27. O que diria a quem esta a pensar pegar nas sapatilhas e correr?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vítor Dias: Que primeiramente consultem o seu médico para ver se está em condições de iniciar. Se sim, que comprem sapatilhas adequadas ao seu tipo de pé. Falem com quem sabe, não vão pelo preço ou pela cor. Desafie um amigo que também se queira iniciar. Comece por alternar a corrida com caminhada. Não tente evoluir rápido. É mais importante manter constante o número de treinos do que fazer mais tempo ou mais distância. Tente entrar para um clube de corrida (diferente de um clube de atletismo), há vários no nosso país. Em pouco tempo irá ver o quanto a corrida mudará a sua vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TFvjuQgtp8I/AAAAAAAAAGw/Ev119McPQkE/s1600/Berlim+2009.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TFvjuQgtp8I/AAAAAAAAAGw/Ev119McPQkE/s400/Berlim+2009.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502241753608857538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;06.08.2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3271141088634974982-2899692919859525687?l=anamarioentrevistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/feeds/2899692919859525687/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/08/conversa-com-vitor-dias.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/2899692919859525687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/2899692919859525687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/08/conversa-com-vitor-dias.html' title='Conversa com... Vítor Dias'/><author><name>Ana Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04891540618311504233</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/StYO7zEnzoI/AAAAAAAAACE/L3II3irERXM/S220/HPIM3945.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TFvjuQgtp8I/AAAAAAAAAGw/Ev119McPQkE/s72-c/Berlim+2009.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3271141088634974982.post-7820162737010784787</id><published>2010-08-03T16:25:00.003Z</published><updated>2010-08-03T16:31:01.685Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lázaro Oliveira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zé Eduardo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hapoel Jerusalém'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FCPenafiel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bruno Cardoso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FCPorto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portimonense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guarda-redes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pampilhosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SIndicadato Jogadores'/><title type='text'>Conversa com... Zé Eduardo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Começou a jogar futebol num clube de bairro. Cedo se foram apercebendo do seu talento e começou a brilhar de dragão ao peito. Clube onde esteve durante doze anos. E até fez parte do plantel sénior na época 2001/2002. Depois disso defendeu as cores do Portimonense, Pampilhosa, Desportivo das Aves, Hapoel Jerusalém e por último em Penafiel ao serviço dos rubros negros. Actualmente não está vinculado a nenhum clube, integra o Sindicato de jogadores que no seu entender é uma mais-valia para manter a sua forma física. Zé Eduardo é um guarda-redes que nesta fase da carreira sente “que é mesmo preciso ter alma de anjo para lidar com as decepções de forma calma e equilibrada. Coração de leão, porque realmente tenho que ser guerreiro para lutar contra as adversidades, e vida de sofrimento, não a quero para mim, por isso lutarei exaustivamente para atingir as metas a que me propus atingir”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1. A maioria dos miúdos quer ser avançado ou extremo, porquê essa ideia de ser guarda-redes?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Creio que pelo facto do meu pai ter sido também guarda redes. Desde cedo e mesmo jogando com amigos essa posição dava-me mais prazer e adrenalina. Claro que saber que o meu pai também o tinha sido teve a sua influência, embora ele nunca me tivesse incentivado para tal.&lt;br /&gt;2. Representou durante doze anos o emblema portita. Como caracterizou os momentos lá passados?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Sem sombra de dúvida que passei momentos inesquecíveis. Foi lá que me formei e tive a oportunidade de jogar com o meu ídolo de infância e com os craques de que tanto se fala hoje em dia. Representar o F.C. Porto era um sonho de infância que felizmente tive a oportunidade de realizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Ficar lá era um objectivo que ficou por realizar?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Sim. Gostava de ter feito a minha carreira toda num grande clube como o Porto. Abriu-me as portas para o mundo do futebol e para a alta competição. Tive a oportunidade de defrontar grandes equipas e jogadores, era visto como o sucessor natural do Vítor Baia e tive algum reconhecimento a nível nacional e internacional. Ganhei alguns troféus quer na equipa quer a nível pessoal. Infelizmente uma lesão no ombro alterou o rumo dos acontecimentos. Naquela fase estava prestes a renovar o contrato com o clube e ao invés acabei por ser cedido ao Portimonense por uma época curiosamente no ano em que o Porto conquistou a taça UEFA. O meu contrato com o clube acabou e a minha carreira levou outros rumos. A lesão obrigou-me a uma paragem de 7 meses que foram muito prejudiciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Depois disso já esteve a jogar num clube estrangeiro (Hapoel Jerusalém) e para além da língua falada ser diferente também tem uma cultura bastante peculiar. Como foi todo ao ambiente vivido à volta da adaptação? Que diferenças encontradas?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Antes do Hapoel Jerusalém já tinha estado na Roménia no National Bucareste. Foi logo a seguir a época no Portimonense. Fui o primeiro Português a jogar na Roménia e em Israel também. Na Roménia a adaptação foi mais complicada. O ambiente no balneário era muito pesado e não existia camaradagem para com os estrangeiros. A juntar a isso estive 6 meses sem receber salário e rescindi contrato. A experiencia em Israel foi muito positiva. Fui muito bem recebido e vivi momentos muito bons nos 2 anos e meio que estive ao serviço do clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. O que se tornou mais difícil?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Nada foi muito complicado à excepção do primeiro jogo que fiz. Cheguei uma quarta feira ao país e joguei logo a titular no primeiro jogo da época no sábado. Não sabia o nome dos meus colegas de equipa praticamente e a comunicação estava complicada. Lembro-me que nesse jogo falei inglês, espanhol e no desespero cheguei a soltar uns insultos em português. A comunicação entre um guarda redes e os defesas e de extrema importância e nesse jogo senti uma incapacidade enorme nesse aspecto. Posteriormente foi-se tornando mais fácil. Hoje em dia quando me recordo desse jogo fico sempre com vontade de rir. Felizmente correu bem e ganhamos 1-0.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Tal como a própria cultura, as personalidades com que lidava também seriam certamente diferentes. Elas não foram impedimento para o estabelecimento de boas relações?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: De forma alguma. Em Israel existe uma cultura muito ocidental. Os judeus são pessoas muito abertas e que recebem muito bem. Existe uma imagem negativa em relação aos pais e às pessoas que o habitam, mas em nada corresponde a verdade. É a minha segunda pátria. Adoro aquele país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. E as relações com a massa associativa?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Eram perfeitas. Tinham uma música dedicada a mim e a claque transportava sempre uma bandeira de Portugal. Sempre que entrava em campo para o aquecimento cantavam aquela música e agitavam a bandeira. Era conhecido pelo Barthez português, apenas pela cabeça rapada e talvez pela estatura e estilo de jogo. No último jogo que fiz pelo clube ofereceram-me um ramo de flores e fizeram uma pequena festa de despedida num bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Esteve lá duas épocas e meia. O que o fez sair de lá?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: O desejo de regressar a Portugal para jogar na primeira liga. O Desportivo das Aves já me tinha abordado no Verão e depois concretizou-se na época de transferências em Dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Para além destes clubes, representou clubes portugueses como o Portimonense, Pampilhosa, Desportivo das Aves. Até que chegou a Penafiel. Como foram as duas épocas lá passadas?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Considero bastante positivas, tendo em conta que os objectivos pessoais e da equipa foram sempre alcançados. Consegui ser sempre titular, tive uma subida de divisão e uma permanência muito importante para o clube, ou seja, faço parte de duas épocas positivas em que os objectivos foram alcançados. Penso porem que na época transacta com mais calma tínhamos qualidade para lutar por outros patamares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Esteve presente num dos momentos mais delicados do clube, refiro-me à luta pela subida de divisão. Todos sabemos que a massa associativa penafidelense é muito exigente e impaciente. Como encara um jogador num momento de pressão como este da subida, todas essas atitudes?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: A exigência é boa e cria uma pressão positiva. Acho que fizemos parte de um fenómeno interessante no futebol. Essa equipa tinha carácter e um grande líder, o mister Rui Quinta e restante equipa técnica. Recordo-me que no inicio de época ninguém acreditava em nós e na parte final já existia uma claque que foi sempre apoiando e chegamos a bater recordes nas deslocações de adeptos a jogos fora de casa. Nós atletas sabemos de antemão que não agradamos a gregos e troianos e que temos sempre que viver sobre pressão. No final tudo correu bem e penso que esse extraordinário grupo de trabalho foi pioneiro na criação de uma empatia muito positiva entre adeptos e atletas no F C Penafiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Na baliza do clube rubro negro passou por um momento que talvez recorde para sempre. Refiro-me ao jogo da Taça de Portugal no Estádio da Luz. É mesmo um momento para nuca esquecer? Porquê?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Foi sem dúvida um grande jogo por parte da equipa, em que também tive a oportunidade de estar em bom plano. Não foi a exibição mais difícil da minha carreira, tive muitos jogos com grau de dificuldade idêntica ou ate superior mas é claro que contra o Benfica e dadas as circunstâncias teve um impacto maior. Fomos guerreiros nesse jogo e todos nos saímos de cabeça erguida apesar da derrota nas grandes penalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Sente que brilhou no palco encarnado?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Não vou ser falso humilde e falar apenas do grupo. Sinto que tive uma excelente prestação nesse jogo, mas como referi anteriormente tenho muitos outros jogos para recordar de igual maneira, mesmo ao serviço do F.C. Penafiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Qual a maior dificuldade que um guarda-redes encontra ao longo da época e até mesmo nos dias dos jogos?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Penso que é um posto muito específico e a maior dificuldade é para o guarda redes que não esta a ser utilizado. Por norma tem que esperar por uma série de jogos maus ou de uma lesão do titular para poder entrar na equipa. Não e fácil estar na posição de suplente porque sabemos que as hipóteses de entrar são sempre mais reduzidas do que os restantes elementos do plantel. Felizmente para mim não passei por isso em Penafiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. No seu entender, porque razão os guarda redes são na maioria das vezes vistos como os responsáveis e culpados pelos insucessos das suas mesmas equipas?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Porque estamos numa posição em o mínimo erro e notado de forma mais evidente. Atraímos mais atenção até por nos equiparmos de forma diferente dos restantes elementos de campo. Mas é realmente injusto, porque no caso de derrota é muito mais criticado o guarda redes porque não defendeu a bola no lance que deu golo, que o ponta de lança que falhou de baliza aberta. Mas é algo com o qual nos habituamos a lidar e também existe o reverso da medalha. Quando somos heróis também vem a dobrar o protagonismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. Guarda algum momento menos bom relacionado com a sua utilização no clube penafidelense?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Sim mas prefiro não comentar para não ferir susceptibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. Como se contorna um momento de menos utilização?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Mantendo sempre a personalidade e a forma de trabalhar de forma a estar preparado no momento em que for chamado á equipa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. A saída do mister Bruno Cardoso e a entrada do técnico Lázaro Oliveira, uma lufada de ar fresco para o clube?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: É sempre um tema algo buliçoso e difícil de abordar. Penso que a equipa foi crescendo naturalmente com o decorrer da época e acabou por fazer uma parte final de campeonato em excelente nível. Os maus resultados não significam incompetência por parte da equipa técnica ou jogadores. Podem existir diversos factores por trás de tudo isso. A permanência da equipa deve-se ao trabalho desenvolvido por ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. O que esteve na base da sua saída do FCPenafiel?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Com tudo o que me foi dito por parte das pessoas responsáveis, ainda hoje não consigo entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. A sua saída do FCPenafiel foi realizada em pleno ou sente algum tipo de mágoa e injustiça?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Sinto de certa forma injustiça. Fui sempre muito profissional no clube. Vivi intensamente e honrei a camisola do Penafiel. Respeitei e dediquei-me de corpo e alma, penso que merecia mais consideração na hora da saída. Não e normal um guarda redes que faz duas épocas a titular num clube sair desta forma. Ainda hoje muitas pessoas ficam estupefactas quando digo que não fiquei em Penafiel. Nunca deixei de ambicionar mais e melhor para a minha carreira. Gostava e gosto muito do clube, mas como todos os jogadores no mundo existindo uma oportunidade de melhorar na perspectiva desportiva e financeira não iria recusar, contudo isto não quero dizer que não ficaria de bom agrado no Penafiel, mas apenas que queria mais e isso é um sentimento legítimo e que em nada desonra o clube. Como tal na época passada quando me ofereceram renovação do contrato decidi assinar apenas por uma época quando me foi proposto um contrato de 2/3 anos. Não me arrependo mas também não me parece normal o guarda redes titular 2 épocas num clube sair e ficarem dois que pouco foram utilizados, isto sem querer por em causa as qualidades dos mesmos. Quer o Tiago, quer o Willian são dois excelentes profissionais e bons amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. Conseguiu desfrutar de todos os momentos?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Sim. Como disse vivi intensamente o clube e lutei com corpo e alma pela causa Penafiel. Sinto-me de consciência tranquila e sei que o meu valor quer como atleta e humano é reconhecido pelos meus colegas e staff do clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. Fez muitos laços de amizade que se possa dizer que ficam para a vida?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Sim. Fiz bastantes amigos quer no clube quer na cidade. Penso que serei sempre bem recebido por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. Em Maio deste ano falou-se que era um potencial reforço para a equipa do Mar (Leixões). Alguma verdade nisto?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Sim. Existiu uma abordagem, que depois não se completou por motivos que desconheço. O futebol hoje em dia é negócio e por vezes não chega o valor como atleta. Temos que fazer parte de um jogo de interesses que está a arruinar a beleza e qualidade deste desporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. Agradava-o este convite?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Claro. O Leixões é um clube com muita história e mística no panorama desportivo nacional. Para além do mais tem um projecto ambicioso que torna ainda mais aliciante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. Depois de um bom currículo, como se sente ao estar sem clube?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Sinto neste momento alguma frustração e ansiedade. Já tive propostas oriundas do estrangeiro que resolvi não aceitar e em Portugal também algumas que não me convenceram. Infelizmente com tudo isto o leque de opções esta bastante reduzido e provavelmente terei que fazer uma opção de recurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. Representar o Sindicato de jogadores é uma frustração?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: É acima de tudo uma forma de não estar inactivo. Frustração é não atingir os patamares que ambicionamos, mas trabalhar com o sindicato não e motivo para vergonha ou frustração. Em abono da verdade é muito bom termos a oportunidade de nos mantermos em competição e de certa forma os ritmos competitivos, por esse motivo só posso dizer que estou muito satisfeito com o trabalho que o sindicato está a desenvolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. As suas qualidades irão se manter todas em tacto ou isso pode prejudicá-lo?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Estando activo mesmo sendo no sindicato as minhas qualidades estarão salvaguardadas felizmente. Não fora o sindicato poderia precisar de mais algum tempo para as recuperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. Considera que está a passar por uma fase mais descendente na sua carreira?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Sinto que por tudo que fiz ate agora poderia estar noutro patamar, mas não terei vergonha de dar novamente um passo atrás se necessário para lutar por patamares mais elevados. Confio em pleno nos meus recursos e potencial e sinto-me mais maduro e capaz de dar respostas positivas em campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28. O que pensa então fazer daqui para a frente?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Neste momento e atendendo a realidade da carreira de futebolista ser curta, pretendo tirar um curso superior e preparar o meu futuro. Não penso em cortar radicalmente com o futebol, até porque foi um investimento da minha vida e uma paixão de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29. Há uma frase celebre que diz, “ser Guarda Redes é, evidentemente, uma maneira de se diferenciar dos restantes”. Sente que se distingue dos demais?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Realmente somos diferentes dentro de campo. Equipamos de forma diferente dos demais e temos uma área específica onde podemos utilizar as mãos, coisa que não é permitida a nenhum dos outros atletas. Não me identifico com essa frase, porque para mim ser guarda redes é paixão, é preciso ter muito espírito de sacrifício, e ser muito equilibrado emocionalmente, isto dentro das 4 linhas como é obvio. Fora delas a vida de cada um a si lhe diz respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30. O papel de Guarda-redes não é tão valorizado em relação às demais posições dentro de campo?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: O papel de guarda redes é o mais importante da equipa. O guarda redes é o primeiro alicerce, é a primeira peça do puzzle. É uma posição de extrema responsabilidade. A questão da valorização passa por diversos factores. No final de um jogo por norma o comum dos adeptos pergunta o resultado e em caso de vitória que fez o golo. Só quando é inequívoco porque o guarda redes teve muito trabalho e esteve bem é que se fala disso. Em caso de vitória, especialmente, ninguém se lembra da defesa que manteve o 0-0, ou até mesmo o 1-0. Só nos lembramos do grande golo. Por incrível que pareça até os árbitros por norma são mais falados que os guarda redes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31. Alguma vez sentiu isso e assistiu a essas atitudes?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Várias vezes senti isso na pele. Mesmo na época transacta o senti por várias vezes. Sou muito auto-critico e sei quando erro e tenho humildade suficiente para o reconhecer. Por ser assim, não preciso que me chamem a atenção pelos meus erros, da mesma forma não lido muito bem com o elogio quando sou o melhor em campo de forma evidente. Sei decore e salteado os erros que cometi ao serviço do Penafiel e sei também as vezes que fui muito importante nos desfechos positivos, que felizmente para mim e para o clube aconteceram muito mais vezes. Reconhecido ou não pelas pessoas, o mais importante é estar de consciência que desenvolvi um excelente trabalho no clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32. “Ser guarda redes é ter alma de anjo, coração de leão e vida de sofrimento…”, nesta sua fase de carreira o que significa esta frase para si?&lt;br /&gt;Zé Eduardo: Realmente é uma frase interessante. Nesta fase da carreira sinto que é mesmo preciso ter alma de anjo para lidar com as decepções de forma calma e equilibrada. Coração de leão, porque realmente tenho que ser guerreiro para lutar contra as adversidades, e vida de sofrimento, não a quero para mim, por isso lutarei exaustivamente para atingir as metas a que me propus atingir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TFhDNRJIcBI/AAAAAAAAAGo/h9vN9lAe4yM/s1600/27778_125471334144619_100000452604291_233743_871859_n.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 245px; DISPLAY: block; HEIGHT: 232px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501220840052125714" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TFhDNRJIcBI/AAAAAAAAAGo/h9vN9lAe4yM/s400/27778_125471334144619_100000452604291_233743_871859_n.jpg" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Data: 02.08.2010&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3271141088634974982-7820162737010784787?l=anamarioentrevistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/feeds/7820162737010784787/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/08/conversa-com-ze-eduardo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/7820162737010784787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/7820162737010784787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/08/conversa-com-ze-eduardo.html' title='Conversa com... Zé Eduardo'/><author><name>Ana Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04891540618311504233</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/StYO7zEnzoI/AAAAAAAAACE/L3II3irERXM/S220/HPIM3945.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TFhDNRJIcBI/AAAAAAAAAGo/h9vN9lAe4yM/s72-c/27778_125471334144619_100000452604291_233743_871859_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3271141088634974982.post-2349927585037737045</id><published>2010-07-22T18:55:00.004Z</published><updated>2010-07-22T18:59:49.924Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ribeirão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vitor Bruno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Famalicão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CDCandal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='selecção portuguesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='defesa esquerdo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FCPorto'/><title type='text'>Conversa com... Vítor Bruno Gonçalves</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;“Para mim o futebol é 10% talento e 90%trabalho”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Iniciou-se nos escalões jovens do Famalicão mas cedo foi convidado a brilhar nos palcos da formação azul e branca. Esteve lá seis temporadas e foi lá que terminou a sua formação futebolista. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor Bruno é um defesa esquerdo completíssimo, detentor de um enorme potencial, aliado a uma maturidade invulgar para um jogador tão jovem. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;É deste modo que no futebol há também lugar para aqueles que dotados de características, como a regularidade, a entrega, a raça e a dedicação, se destacam e acabarão mesmo por superar as suas tão desejadas pretensões. Para pessoas com qualidades assim há sempre lugar e fôlego para mais uma distinta recompensa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;E eis que a dele irá chegar. Só lhe falta visibilidade em dose q.b.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Durante a nossa conversa a emoção estava à flor da pele, nomeadamente quando recordou com nostalgia os tempos da formação. Conseguiu transpor sempre para palavras a sua garra e convicção quando fala com orgulho da camisola que se dispõe a vestir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;1.Começaste desde cedo a conhecer o gosto pelo futebol. Como foram os teus primeiros tempos de chuteiras calçadas e equipamento vestido?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: Os meus primeiros tempos no futebol federado foram no Famalicão quando tinha onze anos. Foram momentos essencialmente felizes e de grande satisfação, onde comecei a demonstrar já algum potencial, embora nessa idade ainda seja um pouco precoce para avaliar alguma coisa em termos futuros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;2.Já percebias ou alguém te dizia que virias a ter enorme potencial?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: Como disse anteriormente, penso que é extremamente precoce avaliar-se alguém aos doze, treze anos. É uma idade na qual não se sabe os caminhos que se poderá seguir. E em termos de uma vida profissional, mais ao nível do futebol é prematuro, não podemos avaliar nada desde muito cedo. Inclusive, outras pessoas não ligadas ao Famalicão elogiavam-me e enalteciam-me por aquilo que fazia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;3.Nunca sonhaste em demasia?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vitor: Eu tive sempre o meu objectivo muito bem definido. Sempre quis ser jogador de futebol, isso sempre foi algo que eu sabia e queria mesmo conseguir fazer. Desde muito cedo me mentalizei e os meus pais sempre se mentalizaram que era algo que eu queria seguir,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;4.E quando alguém se apercebe do nosso talento e nós faz um convite de cortar a respiração? Presumo que tal aconteceu quando foste chamado a brilhar de dragão ao peito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: Esse convite nasceu num torneio de Lisboa a nível nacional de inter-assoçiações, no qual representava a associação de Braga. Fomos campeões e como é óbvio eu, tal como mais alguns colegas de equipa destacamo-nos. Saímos três ou quatro para clubes de renome a nível nacional. E não sei se foi essa a altura em que realmente senti que poderia ter potencial e talento. Como referi anteriormente essas avaliações são muito precipitadas e para mim o futebol é 10% talento e 90%trabalho, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;5.Como classificas e caracterizas todo o tempo de formação, nomeadamente o tempo passado no FCPorto?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: Acima de tudo, embora passando por momentos positivos e outros menos bons, foi uma aprendizagem que me servirá para a vida e que me dará bases para no futuro poder singrar no futebol. O FCPorto é uma escola. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;6.Momentos que marcam existem alguns, uns pela positiva e outros mais pela negativa. Algum para contar?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: O momento mais negativo foi essencialmente o meu último ano de juniores. Lutava, trabalha e treinava todos os dias com a mesma personalidade e postura para conseguir ter a minha oportunidade. E afinal, não me deram oportunidade para poder brilhar e singrar. Tal como disse, o último ano de juniores é o mais importante na formação. Não interessa o que fizeste até aí, a última imagem é que fica. Guardo alguma mágoa com isso, mas agora é outra vida. Estou noutra fase e o que mais me motivou e me deixou de consciência tranquila foi no final quando me informaram que não iam ficar ligados contratualmente comigo e me felicitaram pela entrega, por não ter criado mau ambiente no balneário. Quando fui chamado a intervir, interví bem e ajudei o porto alcançar um objectivo, mais concretamente a Liga Intercalar. E como anteriormente referi saí de consciência tranquila.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;7. Como foi a tua relação com a equipa técnica, com a direcção e a coordenação? Algum treinador que te marcou?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: Quando jogava e as coisas corriam bem, as pessoas vinham ter comigo, falavam abertamente comigo e faziam-se todos de muito amigos, digamos assim. Inclusive o treinador tinha conversas mais especificas e mais pessoais sobre o plantel, sobre o rendimento do mesmo e sobre escolhas que fazia, Nos meus momentos mais altos as pessoas mostravam-se com outro tipo de atitude, bem mais acessíveis, E depois fui um pouco abandonado na parte final e ai demonstraram as verdadeiras pessoas que eram, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Quanto aos treinadores que me marcaram, refiro o nome de Vítor Pereira e Rui Gomes que foram aqueles que deixaram mais saudade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;8.E como foi lidar com a personalidade, exigências e trabalho do treinador holandês?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: Acima de tudo aprendi bastante com ele, numa perspectiva não tanto pessoal porque me “prejudicou”. Mas entendo que cada um tem as suas opções. Quanto ao trabalho técnico gostei, tinha métodos diferentes de outros treinadores portugueses e com essa diversidade de métodos aprendemos e evoluímos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;9.Durante o teu último ano na formação azul e branca, a classificação final não foi a desejada para o clube que representavas. O que faltou nessas época?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: Mais entreajuda no grupo. Havia culturas, nacionalidades e formas de estar completamente diferentes porque tínhamos jogadores estrangeiros. Não só focado num país mas em várias zonas mundiais. Talvez tenha faltado mais espírito de grupo, aquela vontade de sermos essencialmente amigos dentro de balneário.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;10. Sentes então que ao excesso de jogadores estrangeiros afectou a participação da equipa?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: Afectou desde inicio o bom rendimento do balneário. O jogador quando vem, vem com protagonismo diferente dos outros e com oportunidade diferentes das que são dadas aos jogadores portugueses. Existe para com eles uma protecção maior e isso cria um mau estar no plantel. Mas atenção, não sou contra a vinda de jogadores estrangeiros para o nosso país porque defendo a ideia que a formação é uma preparação para a passagem sénior, no entanto para tudo existe um limite. Há que dar valor e oportunidades para que os jogadores portugueses tenham uma formação/evolução equilibrada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;11.E o titulo na liga Intercalar que deste ao Porto? Foi um momento que te marcou? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: Foi como é óbvio um momento que me marcou a mim e a toda a equipa. A mim em especial porque nesse jogo, contra o Paços de Ferreira, marquei o golo do empate o que permitiu à minha equipa chegar até às grandes penalidades. No entanto, esse momento pelas gentes do FCPorto foi desvalorizado e relativizado. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;12.Os anos passam e novos desafios surgem. Como é então encarada a responsabilidade e o desafio de pertencer ao plantel sénior?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: É muito diferente jogar a nível sénior. No escalão superior lidas com idades diferentes, formas de estar na vida diferentes, jogadores casados e com filhos, que poderiam muitas vezes serem nossos pais. Por tudo isto, é importante criar uma boa relação dentro do balneário. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;13.Era algo que ao longo dos anos vinha sendo ansiado cada vez mais?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: Nunca pensei muito nisso, só mesmo na fase final do campeonato de juniores me comecei a sentir um pouco abandonado. Nunca pensei ser tão difícil a integração num clube. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;14.Para além de cresceres em vários aspectos ao integrares um plantel superior, também passaste e sentiste algumas mudanças ao ingressares num clube da III Divisão Nacional, refiro–me ao teu clube no primeiro ano de sénior (CDCandal). Muitas mudanças encontradas, a nível de instalações, infoestruturas, massa associativa, direcção, entre outros…?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: Sem dúvida. Nós estávamos habituados a tudo ao bom e do melhor, tudo à grande e de repetente vemo-nos no lado oposto. São clubes totalmente diferentes, estruturas também e um nível de vida também diferente mas o ser humano é isto, tem de se adaptar às circunstâncias da vida. E eu tinha de me adaptar rapidamente ao meio em que estava inserido para poder evoluir de forma natural e não estar sempre a pensar: eu fui jogador do Porto, isso podia-me prejudicar no futuro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;15.Sei que para além da formação no Famalicão e no FCPorto, passaste também no primeiro ano de juniores pelo Candal. Actualmente o Candal detêm sobre ti direitos de formação, o que faz por necessidades financeiras, penso eu, e exige por ti aos outros clubes profissionais uma verba exorbitante, até atingires os 23 anos. O que tens a dizer sobre isto?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: É um tema extremamente complexo porque os direitos de formação podem prejudicar um jovem em termos de afirmação e em termos de subir na carreira. E é inevitável que não prejudiquem, porque neste momento com a crise que atravessamos nenhum clube está disposto a pagar valores altos por jovens em inicio de carreira e que no futuro não sabem o que poderão vir a ser. É uma forma de sobrevivência dos clubes pequenos e ter um extra é muito importante para o futuro financeiro desses mesmos clubes. No entanto, são oportunidades que se perdem devido à intransigência de negociação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;16. Pretendes manter as boas relações com o Candal? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: Qualquer jogador tem de manter boas relações com o seu passado. Foram momentos muito felizes, os vividos no Candal, fui lá internacional nos juniores sub18 e tenho obrigatoriamente de manter boas relações, isso faz parte de mim. Vamos ver se conseguimos chegar a algum acordo no futuro. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;17.Esta época, 2010/2011, representarás o GD Ribeirão da II Divisão. É um clube num patamar mais elevado, com outro tipo de projecção. No entanto, continua a ser um clube não profissional. Que importância para ti a todos os níveis, acreditas que terá a temporada que se avizinha?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: O Ribeirão tem uma estrutura jovem, um clube que me permitirá certamente continuar a evoluir, pois tem mais projecção. Está num patamar superior, numa divisão superior, com um plantel jovem o que por si só é bom, pois em termos de adaptação será com certeza mais fácil. Portanto, penso que estão aqui os ingredientes para que seja uma temporada positiva e no plano pessoal será uma contínua evolução que tenho de ter. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;18. E que certezas pode dar aos adeptos do Ribeirão no que diz respeito à tua atitude e entrega ao vestir a camisola? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: Entrega sempre em tudo que faço. Seja em treino, em jogos, seja no que quer que for. Entrarei sempre com o máximo de empenho e de atitude para dignificar a camisola, essa é a maior certeza que poderei dar aos ribeirenses. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;19.Com certeza que já terás noção do que será ter responsabilidade, pois já representaste a nossa Selecção Nacional. Que escalões já representaste na selecção? Quantas internalizações tens? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: Tenho uma internacionalização. Representei os sub 18 mas treinei em escalões inferiores, como os sub 16, mas não joguei nenhum jogo. Houve uma fase nesse escalão em que fui chamado mas o FCPorto não me deixou porque havia divergências entre a selecção e o FCPorto na altura. Acabei por não ter essa oportunidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;20.O que se sente quando se ouve o hino Nacional a soar no nosso ouvido e sobretudo no nosso coração?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: É uma alegria imensa. É extraordinário estar dentro do campo e olhar para a bancada e ver todas as pessoas a cantarem o hino. Mais emocionante, é olhar e ver os nossos pais. É uma sensação indescritível. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;21.Num balneário repleto de gente muito diferente, como se lida com pessoas com personalidades muito diferentes e muitas vezes, muito atenuadas?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: Tem de haver esse tal espírito de grupo, a compreensão que somos todos diferentes mas que estamos a lutar em prol de uma causa. Dentro de um balneário temos de nos comportar como se fossemos uma família, pois o balneário é cada vez mais importante para o sucesso da equipa. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;22.Ao longo da vida, vamos aprendendo muita coisa. Há quem nos dê lemas, perspectivas e frases que nos marcam para sempre. Há alguma que o tenha marcado em especial e que lhe dê força quando mais necessita dela?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: O lema ou frase que me guia sempre é bastante simples: serei aquilo que sempre ambicionarei ser!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;23. A tua integração e esse apoio que tens e tiveste no mundo do futebol deve-se alguém em especial?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: Os meus pais são o alicerce e o suporte maior que posso ter neste momento. São extremamente importantes para mim. Acompanham desde sempre a minha contínua evolução. Ajudam-me nos momentos negativos que tenho, nomeadamente em lesões que são momentos em que não falamos com ninguém e no qual as pessoas mais próximas levam com o nosso mau humor. É nessas pessoas que neste momento deposito enorme confiança e um grande sentido de valorização.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;24.Ser jogador de futebol exige sacrifícios…Aos 20 anos ainda mais… Em que medida tiveste de adaptar a tua vida? Pertencer a uma equipa sénior é sinónimo de deixar coisas por viver?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: Podemos viver tudo mas no seu tempo. Para podermos seguir algo temos de ter consciência que temos de abdicar de algumas coisas. Eu não tenho problemas de abdicar do que quer que seja. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;25.Esses sacrifícios futuramente vão ser retribuídos? Há essa esperança?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: Se não tivesse esperança não havia nenhum fundamento andar neste meio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;26.Neste momento o que ocupa mais destaque na tua vida?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: O futebol. Sem o futebol não conseguia viver nem ter um sorriso diário. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;27.E agora, o que pensar para o futuro?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: O futuro neste momento é o Ribeirão, onde se concentram as minhas energias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;28.A ilusão é um dos perigos do futebol? Sentiste e ainda o sentes?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vítor: De facto, a ilusão é um dos perigos do futebol mas no meu caso tento ter sempre os pés bem assentes na terra e não me iludir momentaneamente por algum tipo de sucesso que vá acontecendo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TEiUa47L0lI/AAAAAAAAAGg/KMUwKGL1rqg/s1600/IMG_2216.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 254px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TEiUa47L0lI/AAAAAAAAAGg/KMUwKGL1rqg/s400/IMG_2216.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496806534883824210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TEiUakpzf0I/AAAAAAAAAGY/pRmsfZIto8s/s1600/IMG_1945-1.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 284px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TEiUakpzf0I/AAAAAAAAAGY/pRmsfZIto8s/s400/IMG_1945-1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496806529442217794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:78%;" &gt;&lt;br /&gt;Data:21.07.2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3271141088634974982-2349927585037737045?l=anamarioentrevistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/feeds/2349927585037737045/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/07/conversa-com-vitor-bruno-goncalves.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/2349927585037737045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/2349927585037737045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/07/conversa-com-vitor-bruno-goncalves.html' title='Conversa com... Vítor Bruno Gonçalves'/><author><name>Ana Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04891540618311504233</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/StYO7zEnzoI/AAAAAAAAACE/L3II3irERXM/S220/HPIM3945.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TEiUa47L0lI/AAAAAAAAAGg/KMUwKGL1rqg/s72-c/IMG_2216.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3271141088634974982.post-3655694220819361847</id><published>2010-07-17T17:31:00.004Z</published><updated>2010-07-17T17:37:12.867Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rui Quinta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FCPenafiel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='António da SIlva Gomes'/><title type='text'>Conversa com... António da Silva Gomes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Presidente do FCPenafiel – Sr. António Gomes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;“O FCPenafiel precisa de pessoas que o sirvam e não que se sirvam!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Muito coerente e sensatamente, António Gomes, actual presidente do FCPenafiel explicou ao (In)Formação qual o seu estado de espírito e de entrega, quais as suas visões desportivas, assim como revelou e levantou o véu quando se falou nos seus planos para a próxima época.&lt;br /&gt;É um homem com convicções fortes. Um líder nato, que conseguiu em paralelo com a restante direcção a proeza de estabilizar e limpar o bom nome do FCPenafiel.&lt;br /&gt;Sente-se ressentido coma atitude do mister Rui Quinta e revela ainda pormenores da mesma.&lt;br /&gt;A certeza, essa ficou… Aconteça o que acontecer, o grande objectivo que tem enquanto estiver à frente deste clube é fazer sempre mais e melhor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;1. Na sua visão de Presidente do clube, o que falhou para que uma subida, de facto, tivesse acontecido?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sr. António Gomes: Eu não considero uma falha, são coisas próprias do futebol, desde que esta direcção assumiu a responsabilidade do clube, toda a gente sabia, pelo menos os desportistas qual o cais do clube. O clube tinha carências de toda a ordem, de maneira que o nosso propósito foi dentro do possível tentar limpar alguma coisa que nos parecia estar menos bem, tentar a estabilidade e só depois tentar fazer o melhor possível. Penso que nós conseguimos em parte quase tudo, menos a parte final. Criamos estabilidade social do clube, estabilidade económica, desportiva mas nunca foi o nosso objectivo subirmos de divisão. É evidente que nós como somos pessoas ambiciosas, as coisas começaram-se a proporcionar, estavam de tal forma tão aliciantes que tentamos realmente a subida mas quando os princípios não são esses… porque talvez nos faltou alguma coisa em termos de valores humanos e desportivos e, se calhar nós tínhamos quantidade mas não tínhamos a qualidade em dimensão desejada. Essa foi talvez uma das principais lacunas que nos privou de na realidade atingirmos o objectivo da subida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;2. “Morrer na praia” aproxima-nos sempre de um sentimento de injustiça. O que sentiu com o apito final em Chaves?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sr. António Gomes: Foi uma desilusão para todos nós, porque penso que o Penafiel depois de atingir aquele relevo de sangue quase total se proporcionou em termos de massa humana e física em Chaves. Toda a cidade e todo o concelho se mobilizou em torno do nosso clube para nos dar aquele grande apoio que nós precisávamos. O apito final foi mesmo uma desilusão porque por um golo não chegamos aquele objectivo, não subimos de divisão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;3. Como é que a direcção do Penafiel perspectiva o próximo ano?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sr. António Gomes: Toda a gente sabe que o presidente é eleito, toma posse e depois é que se mune da sua direcção, de maneira que nunca esteve no meu horizonte dar continuidade. Pediram-me para tomar conta do clube este ano transacto, criar estabilidade e em virtude daquilo que aconteceu nunca esteve no meu horizonte dar continuidade ao clube. Mas, se calhar mediante tudo aquilo que aconteceu e mediante a pressão dos meios públicos e políticos da cidade e do concelho, praticamente nós começamos a dar o pontapé de saída para a próxima época. Agora o que é que acontece? O que se perspectiva em termos de acção do futuro? O FCPenafiel neste momento não sabe qual vai ser a sua posição, se nós vamos manter na II B, se vamos subir para a liga Vitalis. Tudo isto é incógnito. Por isso, neste momento em que estou a falar consigo estamos em stand-by, temos talvez de esperar mais uma semana para ver qual é a posição que a Liga e a Federação vai perspectivar para ir preencher as vagas deixadas pelo Estrela da Amadora e pelo Boavista, que na minha óptica vão deixar lugar para preencher. Porque não aparecendo condições em termos de dados físicos, financeiros e sociais não é possível a respectiva inscrição no futebol profissional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;4. Mas mesmo que a justiça não seja feita e o FCPenafiel continuar na II Divisão, o objectivo vai passar logo desde início pela subida de divisão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sr. António Gomes: Os pensamentos podem ser muitos, mas na realidade do futebol nós temos de nos aperceber que as receitas ficam muito aquém do desejado. Não há receitas, a massa associativa fica muito aquém daquilo que era preciso para nos dar um alicerce financeiro. Nós praticamente vivemos de algumas carolices e de ajudas da Câmara Municipal, da Penafiel Verde, entre outros, para nos dar a esperança de conseguirmos uma equipa base, com princípio, meio, fim e que nos dê algum objectivo de mais valia para que possamos ter uma equipa superior, capaz de atingir esses objectivos. Como nós nos prontificamos a dar continuidade ao projecto, a intenção podemos tê-la, agora ter atitude e agir é muito complicado. Isso só no fim é que podemos fazer um balanço daquilo que fizemos. O que interessa no meio disto tudo é que continuemos a estabilizar o clube. Nós estávamos num decerto total e sinceramente não sei como conseguimos fazer coisas tão razoáveis como aquelas que fizemos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;5. Para já alguma novidade para o clube em geral, ou para o plantel em particular?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sr. António Gomes: Não, acho que está tudo igual, está tudo estabilizado, portanto toda a gente sabe aquilo que se passou, agora o que procuramos fazer é mais e melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;6. Que tipo de jogadores a seu ver fazem falta neste momento à equipa? E para que posições?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sr. António Gomes: Se não falhar nada que vem da época transacta, eu disse sempre que o Penafiel precisa de manter a base, alguma base já fugiu, foi o caso do Ginho. Nós precisamos de colmatar o lugar de dois defesas, precisamos de dois bons médios, de um bom avançado e precisamos de um extremo esquerdo. Temos praticamente asseguradas todas as coisas. Falta-nos resolver o problema com o Pedro Moreira. Se ele ficar é para nós uma satisfação muito grande, porque é um jogador da nossa terra, das nossas camadas jovens. Até este momento ainda não chegamos acordo, pensamos chegar mas se não chegarmos se calhar iremos com certeza tapar essa lacuna com outro jogador. Talvez possa ser melhor ou não tão bom mas pensamos colmatar essa brecha. Os restantes jogadores irão aparecer, se não aparecerem de um lado apareceram do outro. O que nos falta neste momento é dinheiro, porque jogadores são como as cerejas, muitas e boas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;7. Como caracteriza e qualifica o trabalho dos atletas penafidelenses?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sr. António Gomes: Eu penso que o Penafiel tem uma base já razoável, quer os jogadores da nossa formação quer todos os outros que transitaram das épocas anteriores. Temos algumas mais valias bastante razoáveis. O Zé Eduardo já fechou contrato, estamos à espera que o William venha cá para assinar, o Tiago (ex júnior) vai ficar também cá no FCPenafiel. Da linha média o Bruno Madeira é neste momento incógnito também, porque está à espera de contrato do estrangeiro, não sei se será estrangeiro ou de cá… sabe que a II Divisão B é uma transição de jogadores, de maneira que é um palmarés que na dá aquela dimensão em termos visuais para qualquer jogador. Isso inibe-nos de contratarmos algum jogadores, pois ou eles são super bem pagos, não podemos entrar por aí, ou então eles vêm o primeiro ano, dão nas vistas e depois querem sair. O caso do Bruno Madeira, penso que foi um dos jogadores que se calhar mais se salientou na nossa equipa. Em relação ao resto do plantel, o Guedes vai regressar, o Michel vai continuar, é uma das grandes mais-valias que o clube tem e o Quim tem contrato de mais um ano, vai continuar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;8. Já é do conhecimento de todos que o Mister Rui Quinta não encabeçará a equipa técnica na próxima temporada. O que esteve na base dessa saída?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sr. António Gomes: Vou ser muito curto naquilo que vou dizer. O Rui Quinta fez o seu trabalho, o maior mérito não foi dele, não foi da direcção, foi do clube. Quando nós lhe demos a possibilidade de ele continuar como líder da equipa técnica e de dar continuidade ao trabalho desenvolvido na época anterior, ele disse que ia pensar e de maneira que nunca mais disse nada. Portanto, vou ser curto mas vou-lhe ser sincero. O Sr. Rui Quinta foi o pior, dos piores, dos piores putos dos putos que existem na sociedade para quem o tirou da miséria em termos desportivos. Ele foi corrido do Aliados de Lordelo, teve no Paredes e desceu de divisão, nunca treinou mais nenhuma equipa e veio para o Penafiel pela mão da direcção, que lhe deu a mão e ele usufruiu desse direito e fez aquilo que fez. Homens assim são piores que a m…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;9. O FCPenafiel perde, para além do treinador, alguém que reconhece e acredita na formação que o clube faz, ou seja, poderá perde um treinador que aposta fortemente na formação?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sr. António Gomes: Acho que o Rui Quinta não tem nada a ver com a formação do FCPenafiel. Ele por onde passou em termos de formação também não fez nada, andou por cá, andou por todo o lado e também não fez nada. Eu não quero entrar por aí e penso que o FCPenafiel tem uma base, tem uma estrutura e vai continuar a ter. Não temos problemas em continuar com a mesma base, com a mesma estrutura porque o FCPenafiel precisa de pessoas que o sirvam e não que se sirvam!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;10. Bruno Cardoso é o futuro treinador do FCPenafiel. Qual o porque desta escolha e que características considera serem reunidas pelo mesmo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sr. António Gomes: Caiu o Sr. Bruno Cardoso como poderia ter caído qualquer outro na equipa técnica. O Sr. Bruno Cardoso já jogou no FCPenafiel, tivemos sempre aquela conversa, sempre o conheci como pessoa e como um bom jogador. Acho que fez um bom trabalho nos clubes por onde passou, de maneira que foi aí que recaiu a escolha de Bruno Cardoso para orientar os destinos do clube. Penso que da nossa parte agimos da melhor maneira e esperemos que todos saiamos frutificados com o trabalho, com o desempenho, com as vitórias e com os objectivos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;11. Assistimos nesta época a uma união do grupo sénior, pensa que o mister Bruno Cardoso tem qualidades humanas para continuar com essa mesma coesão? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sr. António Gomes: Eu penso que sim, por aquilo que se tem vindo a conhecer do trabalho dele através da comunicação social, o Sr. Bruno Cardoso nunca foi um homem de litígios e de entrar em contradições. Foi sempre um homem bem formado em todos os campos, executivo e social. Espero que faça um bom trabalho com aquela objectividade que nós entendemos que o clube precisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;12. O povo em Penafiel dizia, há uns tempos, que se o Penafiel não subisse podia perder os patrocínios e apoios. Isso tem algum fundamento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sr. António Gomes: Não. Os patrocínios e os apoios são dados pela Câmara, pela Junta de Freguesia, pela Penafiel Verde e por muitos oriundos que são de alguma base da responsabilidade da direcção. Como sabe esta direcção, embora seja uma direcção que não dá muito nas vistas, é uma direcção com credibilidade e mediante a credibilidade que tem, penso que os patrocínios estão todos dentro do alcance desta direcção. No entanto, há um senão que é a situação económica do país, toda a sociedade em geral sabe que está tudo mal, as empresas estão mal e se alguma coisa falhar não é por caso do clube não ter subido. Nós nunca prometemos nada a ninguém. Estabilizamos o clube, se não está bem está razoável. Temos tudo controlado e vamos continuar a dar uma honra e uma dinamização ao nosso clube. Vamos sair assim com certeza e se Deus quiser todos prestigiados e honrados com tudo que se rodeia à volta do clube.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;13. A claque “Penaboys” acordou tarde mas o seu regresso foi em grande graças ao trabalho de alguns adeptos. O que pensou de tudo isso? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sr. António Gomes: São coisas de ocasião. Penso que a claque se quis congregar connosco e aproveitou aquela grande euforia dos resultados e da posição que o Penafiel alcançou para nos ajudar atingir esse grande objectivo. Fizeram tudo de bem para se juntarem a nós e estamos-lhes todos gratos por isso. Sejam bem-vindos, nós precisamos de tudo e de todos.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;14. Como espera que sejam os dias futuros neste clube?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sr. António Gomes: Não sabemos. Neste momento não sabemos qual vai ser a posição do clube… Seja aquilo que for e aquilo que se proporcionar, o Penafiel vai se munir de todas as suas armas, de todo o esforço, empenho, dedicação e se calhar fazer uma aclamação muito grande a todos os associados, empresários, Câmara e massa anónima que possivelmente se juntem a nós para que o Penafiel atinja o grande objectivo de fazer mais e melhor. Esse mais e melhor não sei o que vai ser. Logo se verá. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TEHpiW__GaI/AAAAAAAAAGQ/VDTdmp8P1co/s1600/11.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 324px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TEHpiW__GaI/AAAAAAAAAGQ/VDTdmp8P1co/s400/11.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494929796867496354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Notícia publicada no jornal (In)Formação do FCPenafiel&lt;br /&gt;14.06.2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3271141088634974982-3655694220819361847?l=anamarioentrevistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/feeds/3655694220819361847/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/07/conversa-com-antonio-da-silva-gomes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/3655694220819361847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/3655694220819361847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/07/conversa-com-antonio-da-silva-gomes.html' title='Conversa com... António da Silva Gomes'/><author><name>Ana Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04891540618311504233</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/StYO7zEnzoI/AAAAAAAAACE/L3II3irERXM/S220/HPIM3945.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TEHpiW__GaI/AAAAAAAAAGQ/VDTdmp8P1co/s72-c/11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3271141088634974982.post-272444739239988119</id><published>2010-07-16T19:04:00.005Z</published><updated>2010-07-16T19:16:08.997Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Káka'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='defesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Milan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FCPenafiel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Digão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crotone'/><title type='text'>Conversa com... Digão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Já atravessei bastantes desafios, venci sempre e este é mais um para vencer”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebolista brasileiro "Digão" (nome futebolístico), foi a grande surpresa na apresentação do plantel do FCPenafiel, para a época que se avizinha. Não só pelos 1,94 metros, mas principalmente pela ligação familiar à vedeta merengue Káká.&lt;br /&gt;Ainda ligado ao clube italiano AC Milan até 2013, Digão representa por empréstimo o clube duriense por uma temporada.&lt;br /&gt;O jornal Imediato falou com o próprio. Numa conversa embalada pelo samba das palavras brasileiras o defesa central penafidelense, irmão de um astro canarino, falou do passado, presente e também futuro, revelando tino e dedicação no mundo da bola.&lt;br /&gt;Várias foram as certezas, mas uma ficou quando se lhe pergunta o que é para si o futebol. A minha vida… responde ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;1.Como nasceu o gosto e o interesse pelo futebol?&lt;br /&gt;Desde pequeno eu nasci num lugar onde sempre jogávamos futebol, eu e o meu irmão Penso que no Brasil, assim como também em Portugal, quando um menino nasce lhe dão uma bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.Essa sua ligação ao mundo do desporto rei deve-se a alguém em especial? Alguma influência?&lt;br /&gt;Não. Nenhuma influência para ingressar no mundo do futebol. Nasceu comigo o gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.E como surgiu o convite e o seu ingresso no FCPenafiel?&lt;br /&gt;Aconteceu através do Dill, que é um amigo e que jogou com o meu irmão. Ele me falou deste clube, entrou em contacto e eu vim através da intervenção dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.Talvez ainda seja cedo para se falar, no entanto o que nos pode dizer do que sente no seio do balneário penafidelense?&lt;br /&gt;Ainda é um pouco cedo, mas sim, sem dúvida, eu gostei do ambiente, dos jogadores, do treinador e do objectivo de trabalhar. Adaptei-me muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.E que certezas pode dar aos adeptos penafidelenses no que diz respeito à sua atitude e entrega ao vestir a camisola rubro negra?&lt;br /&gt;Em relação ao meu trabalho é que eu me vou dedicar não a 100, mas sempre a 110%. Irei dar sempre o meu máximo possível, dentro de campo sempre a mesma dedicação e com a máxima de vontade. Porém, um resultado não depende de um jogador, mas sim do grupo. Eu acredito que este grupo irá conseguir bons resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.E como têm sido os primeiros tempos em Penafiel e no País?&lt;br /&gt;Tem sido bons, só as bolhas que me têm atrapalhado um pouco os pés, mas de resto têm sido bom. A cidade é muito legal, é uma cidade pequena mas muito organizada e Portugal gostei também bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.Até onde pretende levar o nome do clube que representa actualmente?&lt;br /&gt;Em relação a isso, a gente irá degrau por degrau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.Dentro das quatro linhas como se caracteriza enquanto jogador?&lt;br /&gt;Pela minha altura, sou um jogador forte nas bolas altas. Um jogador que marca muito de perto e agressivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. A um nível mais pessoal, já é do conhecimento de todos que é irmão da vedeta merengue Káká. Sei também que foi responsável pela alcunha dele, pode contar um pouco mais dessa história?&lt;br /&gt;Foi, quando eu era pequeno não sabia falar Ricardo, aí eu cresci chamando Káká. E foi assim que ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10.Como é a vossa relação, estão em contacto muitas vezes?&lt;br /&gt;Sim sim, todos os dias nós falamos. É um contacto mesmo de amizade. Nós conversamos sempre, quer seja por telefone ou por internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Que semelhança existe entre o Digão e o Káká?&lt;br /&gt;Dentro de campo digamos que nenhumas porque ele é um atacante e eu um zagueiro (defesa central). Não tem nada a ver. Agora fora de campo eu sempre procurei ser uma pessoa, que tal como ele é, tranquila mas que sempre trabalhamos muito sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12.E uma possível vinda do Káká a Penafiel, é algo que os penafidelenses podem esperar?&lt;br /&gt;Bom, aí eu não sei, depende do calendário. Ele sempre me visitou, sempre veio nos dias de folga. É muito difícil que ele tenha um dia livre mas se ele tiver com certeza ele vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13.É irmão de um jogador com uma projecção mundial muito grande. Sente-se um privilegiado no mundo futebolístico devido a tal facto?&lt;br /&gt;Sim, com certeza. Sempre vivi com o Káká as vitórias e títulos que ele teve. Estar perto dele faz-me viver muita coisa no futebol e ser um privilegiado sim. É sempre bom conviver com muitas vitórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14.Logo a seguir à vinda para o Penafiel os títulos dos jornais eram muitos deles idênticos a: “Irmão do Káká no FCPenafiel”. Como reage a isso? Não o incomoda esse facto de referirem o nome do seu irmão e não tanto o seu nome?&lt;br /&gt;Isso para mim não muda nada, não levo em consideração essas coisas. Para mim eu sou o Digão, ele é o Káká. O que interessa é a nossa relação, agora o que escrevem isso para mim, e volto a repetir, não muda nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15.O futuro está sempre mais próximo do que aquilo que pensamos. O que é espera e anseia ver chegar?&lt;br /&gt;De futuro eu penso só no campeonato. Estou aqui agora e só depois a gente pensa no que possa vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. O Digão é ainda um jogador jovem. Quais são os seus maiores sonhos e as suas maiores ambições, no mundo do futebol?&lt;br /&gt;A minha ambição é voltar a jogar num team grande, de grande expressão. E jogar na Europa sempre foi um dos meus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17.Considerasse um vencedor pessoal e profissionalmente?&lt;br /&gt;Sim, bastante. Apesar de ser muito jovem já atravessei bastantes desafios, venci sempre e este é mais um para vencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18.E quando se tem o infortúnio de ser vencido?&lt;br /&gt;A gente tem de levantar a cabeça, surge um desafio de novo, e aí vence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19.Para além de uma paixão, acredito eu, o que é para si o futebol?&lt;br /&gt;O futebol é… a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 394px; DISPLAY: block; HEIGHT: 241px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494582923996106194" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TECuDs23DdI/AAAAAAAAAGA/zkIJx0YsZE0/s400/IMG_0243.JPG" /&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicada no jornal Imediato de dia 16.07.2010, de Penafiel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3271141088634974982-272444739239988119?l=anamarioentrevistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/feeds/272444739239988119/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/07/conversa-com-digao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/272444739239988119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/272444739239988119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/07/conversa-com-digao.html' title='Conversa com... Digão'/><author><name>Ana Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04891540618311504233</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/StYO7zEnzoI/AAAAAAAAACE/L3II3irERXM/S220/HPIM3945.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TECuDs23DdI/AAAAAAAAAGA/zkIJx0YsZE0/s72-c/IMG_0243.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3271141088634974982.post-2470947980643693624</id><published>2010-07-15T14:32:00.003Z</published><updated>2010-07-15T15:53:32.303Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hugo Oliveira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FPF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='treinador de guarda redes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='selecção portuguesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FIFA'/><title type='text'>Conversa com... Hugo Oliveira</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;É o único treinador  português de guarda-redes licenciado pela FIFA, recentemente a Federação  Portuguesa de Futebol convidou-o para reforçar os quadros técnicos  federativos, e esteve presente na entrega de prémios da I Cup – “Sentir  Penafiel”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Apresentou e fez um hino à coragem que hoje em dia se tem em  ser guarda-redes, afirmando que ser “guarda-redes é ser o anti-herói num  desporto em que toda a gente só quer o golo”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;É um  profissional apaixonado por aquilo que faz e a ambição, característica  que também não dispensa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Caracterizou este torneio, o qual apadrinhou, como  sendo algo de “grande incentivo para todos os miúdos”, aproveitando para  assegurar “que se justifica lutar pelos sonhos”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em todos  os momentos, afirma que viveu “emoções verdadeiras” e confessou ainda  que não se sente um sortudo, ma&lt;/span&gt;s sim “sinto que trabalho para ser  sortudo”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;1.Actualmente é treinador  de guarda-redes, o que esteve na base dessa escolha?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Hugo Oliveira: Bom, na  base da escolha teve o facto de enquanto jogador ter estado à baliza e  sentir o trabalho de guarda-redes no jogo, assim como é para mim a  posição em jogo mais bela no futebol. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;2.Já passou pela formação  de jovens guardiões e trabalhou em todos os escalões seniores do  futebol português, da III Divisão à Primeira Liga. Como foram todos os  momentos passados nos mesmos clubes, onde encontra diferentes  temperamentos, diferentes estados de espírito e diferentes métodos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Hugo Oliveira: Em todos  eles guardo boas experiências, em todos eles guardo boas recordações,  uma melhores, outras piores, mas em todos os clubes deixei amigos e tive  emoções verdadeiras. Desde épocas muito boas no FC do Marco onde foi  lançado aquele que é agora um dos guarda redes da Selecção Nacional, o  Beto, passando por anos muito positivos no Gil Vicente, apesar das  dificuldades desportivas do clube e este ano foi a subida de divisão na  União de Leiria e a assinatura pela Selecção Nacional. Em todos os  clubes passei momentos muito bons.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;3. Como sente ao ser em  várias situações do dia-a-dia ao ser anunciado como sendo o único  treinador português de guarda-redes licenciado pela FIFA? Uma sensação  de prestígio?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Hugo Oliveira: Bom, isso não me preocupa nem encarrega em mim  um fardo muito pesado, para mim o importante é a prática e sempre os  resultados desportivos. O que me deixa satisfeito mais do que esses  nomes, essas licenciaturas e graduações, são os resultados dos meus  guarda-redes sempre dentro de campo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;4.Recentemente a FPF  convidou-o para reforçar os quadros técnicos federativos. Esta será  então para si uma estreia no trabalho com a FPF. Este convite deixou  surpreso? Orgulhoso? Expectante? Realizado? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Hugo Oliveira: Deixou-me  com um misto de emoções muito fortes. Primeiro, muito satisfeito por se  terem lembrado do meu nome e pelo trabalho que eu tenho vindo a fazer  estar a ser observado. Depois, mais do que tudo acho que é a  demonstração de respeito pelo trabalho dos treinadores de guarda-redes  em Portugal, porque está a existir a partir de agora uma preocupação com  o trabalho dos guarda-redes no jogo, que até há um tempo estava  esquecido. Para mim são momentos únicos, porque representar a nação é  chegar ao patamar mais alto do futebol português e tentar corresponder  às expectativas que são criadas também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;5.O que sente ao servir  os jogadores e a Selecção Nacional?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Hugo Oliveira: Sinto um orgulho muito grande e  sinto também uma expectativa para conseguir feitos, porque passar por  lá é muito fácil, agora passar por lá e deixar trabalho é o meu  objectivo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;6. É um sonho já realizado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Hugo Oliveira: É um de muitos já realizado,  mas ainda muitos há para concretizar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;7.Há uma frase celebre  que diz, “ser Guarda Redes é, evidentemente, uma maneira de se  diferenciar dos restantes”. Sente que com todo este currículo bastíssimo  que transporta consigo, se diferencia de todos os outros?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Hugo Oliveira: Não me  preocupa isso, preocupa-me ser eu mesmo. Agora, também acho que não  existem pessoas iguais e eu procuro ser eu próprio em todas as  circunstâncias da vida, não me deixar mudar pela circunstância, crescer  dia a dia e procurar vincar a minha forte personalidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;8.Foi convidado para  estar presente neste torneio e de certa forma apadrinhá-lo. Na sua  opinião o mesmo poderá ser uma oportunidade para aqueles miúdos que têm  talvez a ambição de alcançar o que o Hugo já alcançou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Hugo Oliveira: Eu espero  servir sempre como um exemplo positivo, mas mais do que tudo espero  realçar que jogar à baliza e ser guarda-redes não é para todos, mas é  belo. Espero que a minha passagem por aqui seja lutar contra aquilo que  na minha opinião está acontecer no futebol português, é que hoje em dia  todos os miúdos querem ser Cristianos Ronaldos, e eu quero que a partir  de agora nasça a ideia de não querer jogar só na frente mas também na  baliza. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;9.“Ser guarda redes é ter alma de anjo, coração de leão e vida  de sofrimento…”, esta seria talvez uma das muitas mensagens que tentavam  transmitir a estes atletas, em especial aos guardiões das balizas? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Hugo Oliveira: Sem  dúvida… Ser guarda-redes é ser o anti-herói num desporto em que toda a  gente só quer o golo e a nossa missão é evitar que ele aconteça. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;1o.“Os miúdos pequenos  que têm muito ego querem ser guarda-redes”, como encara e explica este  mesmo facto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Hugo Oliveira: Jogar na baliza não é para todos, primeiro temos  de assumir responsabilidade, dar a cara à luta e estar preparado para o  sucesso e para o insucesso. Eu costumo dizer o seguinte: se todas as  pessoas no seu dia-a-dia levassem tantas frustrações como o  guarda-redes, muitas delas saiam do escritório todos os dias para ir  para casa com uma depressão. Os guarda-redes não, vivem o guiar do  sucesso e do insucesso todos os dias e são na minha opinião uns heróis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;11.Tive a oportunidade  de ver o seu site “Hugo Oliveira – Redes Seguras” e numa dada altura lá  dizia que “…ser guarda-redes em Portugal é ser mais vilão que herói.”,  estes miúdos que aqui estão e que pretendem ser Guarda-redes vão ter no  nosso país um longo e difícil caminho a percorrer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Hugo Oliveira: Muito  difícil, principalmente porque vivemos num país em que se dá mais valor  aos jogadores estrangeiros que aos portugueses. No entanto, eu acho que  quando a luta é forte e quando o desafio é maior, depois quando  conquistamos somos mais felizes. Esse é um desafio que eu lanço, para  sermos felizes na baliza temos de estar preparados para ganhar hoje,  perder amanhã, mas essencialmente preparados para querer ganhar uma  vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;12.O papel de Guarda-redes não é tão valorizado em relação às  demais posições dentro de campo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Hugo Oliveira: Não, nem pensar. É preciso  perceber que um avançado pode falhar quatro ou cinco golos e nunca é  criticado, um guarda-redes pode falhar uma vez, deixar perder três  pontos e às vezes um campeonato. Não é para todos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;13.Alguma vez sentiu isso  e assistiu a essas atitudes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Hugo Oliveira: Muitas vezes, basta ler os jornais à  segunda-feira para perceber o tratamento que é dado aos jogadores de  campo e ao guarda-redes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;14.Sente-se um sortudo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hugo Oliveira: Sinto que trabalho para ser  sortudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TD8f_-r36II/AAAAAAAAAFo/ZDgtp3EF6uc/s1600/Capturar1.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TD8f_nSEA0I/AAAAAAAAAFg/xGjLm164Ecw/s1600/Capturar.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 221px; height: 296px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TD8f_nSEA0I/AAAAAAAAAFg/xGjLm164Ecw/s400/Capturar.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494145248152257346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;" &gt;Data:  16.08.2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;" &gt;Publicada no jornal (In)Formação do FCPenafiel no qual desempenhei funções de Directora e Jornalista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3271141088634974982-2470947980643693624?l=anamarioentrevistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/feeds/2470947980643693624/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/07/conversa-com-hugo-oliveira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/2470947980643693624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3271141088634974982/posts/default/2470947980643693624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anamarioentrevistas.blogspot.com/2010/07/conversa-com-hugo-oliveira.html' title='Conversa com... Hugo Oliveira'/><author><name>Ana Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04891540618311504233</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/StYO7zEnzoI/AAAAAAAAACE/L3II3irERXM/S220/HPIM3945.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FVMdsNeNSK0/TD8f_nSEA0I/AAAAAAAAAFg/xGjLm164Ecw/s72-c/Capturar.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
